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Conheça 10 truques ocultos para deixar o seu carro mais econômico

Descubra como tecnologias escondidas podem transformar a eficiência do seu carro.

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Imagem ilustrativa da notícia Conheça 10 truques ocultos para deixar o seu carro mais econômico camera Confira 10 recursos usados pela indústria para reduzir o consumo. | Divulgação

A economia de combustível de um carro não depende apenas do tamanho do motor. Por trás de um modelo eficiente existe uma série de soluções de engenharia que envolvem pneus, câmbio, aerodinâmica, lubrificação e até o funcionamento das válvulas do propulsor.

Muitas dessas tecnologias passam despercebidas pelo motorista, mas ajudam a reduzir perdas de energia durante o funcionamento do veículo. As montadoras também recorrem a essas estratégias para atender às metas de eficiência e emissões e melhorar a classificação dos modelos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro.

Não existe uma solução única capaz de transformar um carro em econômico. O resultado vem da soma de várias pequenas melhorias. Confira 10 recursos usados pela indústria para reduzir o consumo.

Chevrolet Onix Eco
📷 Chevrolet Onix Eco |Divulgação

1. Pressão específica nos pneus

A pressão dos pneus interfere diretamente na resistência ao rolamento. Quando estão mais murchos, eles se deformam mais durante o contato com o asfalto e exigem mais energia do motor.

Por isso, alguns carros possuem uma calibragem específica para favorecer a economia. No Chevrolet Onix e Onix Plus 2026, por exemplo, o manual indica 30 psi no ajuste "Leve/Conforto" e 35 psi no modo "Eco/Padrão", dependendo da configuração.

A pressão recomendada, porém, deve ser sempre respeitada conforme a indicação do fabricante. Colocar mais ar por conta própria não significa necessariamente economizar combustível e pode prejudicar conforto, estabilidade e segurança.

2. Pneus com menor resistência ao rolamento

O próprio pneu também é desenvolvido para contribuir com a economia. Compostos de borracha, desenho da banda e construção da carcaça influenciam a quantidade de energia perdida durante o deslocamento.

No Brasil, a etiqueta dos pneus informa justamente a resistência ao rolamento, além de dados como aderência em pista molhada e ruído externo.

Por isso, trocar os pneus originais por modelos mais largos ou com classificação energética inferior pode aumentar o consumo, mesmo que as medidas sejam semelhantes às originais.

3. Rodas menores e mais leves

Rodas maiores podem deixar o carro visualmente mais atraente, mas nem sempre ajudam na eficiência. Além de normalmente utilizarem pneus mais largos, elas podem aumentar a massa giratória e a resistência aerodinâmica.

O Onix Plus, por exemplo, pode utilizar rodas de 15 polegadas com pneus 185/65 ou de 16 polegadas com pneus 195/55. A segunda configuração utiliza pneus mais largos, o que pode representar maior resistência ao deslocamento.

A massa também importa. Quanto mais peso concentrado nas rodas, maior a energia necessária para acelerar e desacelerar o conjunto.

BMW X1 M Sport é equipado com rodas de 20 polegadas
📷 BMW X1 M Sport é equipado com rodas de 20 polegadas |Renato Durães/Autoesporte

4. Ciclo Atkinson

O ciclo Atkinson é uma das soluções mais conhecidas para aumentar a eficiência de motores a combustão. Ele permite aproveitar melhor a energia produzida pela queima do combustível, reduzindo determinadas perdas durante o funcionamento.

No Brasil, um exemplo é o Toyota Corolla Hybrid, que utiliza um motor 1.8 baseado nesse princípio. O sistema trabalha com uma compressão efetiva menor e uma expansão mais longa.

A desvantagem é a redução do torque disponível em determinadas situações. Nos híbridos, o motor elétrico ajuda justamente a compensar essa característica, principalmente nas arrancadas e retomadas.

A Toyota informa eficiência térmica de até 40% para o motor 1.8 dessa família, resultado obtido também com outras soluções de redução de atrito e gerenciamento térmico.

5. Ciclo Miller

O ciclo Miller segue uma lógica semelhante à do Atkinson, buscando melhorar a eficiência do motor por meio do controle do momento de fechamento das válvulas.

Um exemplo moderno é o motor 1.5 TSI Evo, da Volkswagen. O conjunto combina o ciclo Miller com turbocompressor de geometria variável e outras tecnologias voltadas à redução de perdas.

O turbo ajuda a compensar a menor disponibilidade de torque característica desse tipo de funcionamento. Assim, o motor consegue combinar eficiência em determinadas condições com uma resposta adequada quando o motorista exige mais desempenho.

6. Câmbio programado para economizar

A transmissão também tem papel importante no consumo. Em muitos carros automáticos, o sistema procura subir as marchas rapidamente e manter o motor em rotações mais baixas durante uma condução tranquila.

Quando o motorista precisa acelerar com mais força, o câmbio reduz as marchas para colocar o motor em uma faixa de maior potência.

Nos modelos equipados com câmbio CVT, a estratégia é diferente. A transmissão varia continuamente a relação para tentar manter o motor em uma faixa considerada eficiente, evitando trocas convencionais entre marchas.

7. Sistema start-stop

O start-stop desliga automaticamente o motor quando o carro está parado, como em um semáforo, e volta a ligá-lo quando o motorista pretende seguir viagem.

A lógica é simples: se o veículo está parado, manter o motor funcionando em marcha lenta representa consumo de combustível sem gerar deslocamento.

O sistema também monitora as condições do veículo e pode não funcionar quando a bateria está com pouca carga, o motor ainda está frio ou o ar-condicionado exige muita energia.

Para suportar as partidas adicionais, carros equipados com start-stop utilizam componentes específicos, como baterias EFB ou AGM e sistemas de partida reforçados.

8. Óleos de baixa viscosidade

O óleo do motor também pode contribuir para reduzir perdas. Lubrificantes de baixa viscosidade oferecem menor resistência ao movimento das peças internas, principalmente durante a fase de aquecimento.

O Chevrolet Onix 2026, por exemplo, utiliza óleo com especificação SAE 0W-20. A Toyota também emprega lubrificantes de baixa viscosidade em projetos voltados à eficiência.

Isso não significa que qualquer carro possa receber um óleo mais fino. A viscosidade correta deve seguir a especificação da fabricante, já que o lubrificante também precisa garantir proteção adequada ao motor.

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9. Aerodinâmica escondida

Parte da eficiência de um carro está em elementos que o motorista quase não percebe. Fundo parcialmente carenado, defletores, cortinas de ar e spoilers ajudam a controlar o fluxo de ar ao redor da carroceria.

Em velocidades mais altas, a resistência aerodinâmica ganha importância e exige cada vez mais energia do motor.

Alguns veículos também possuem grades frontais ativas, que podem fechar quando o motor não precisa de tanto ar para refrigeração. Com isso, o fluxo passa de maneira mais eficiente pela parte externa da carroceria.

O Toyota Prius é um dos exemplos de modelos que utilizam esse tipo de solução em busca de melhor eficiência aerodinâmica.

10. Direção elétrica e acessórios inteligentes

Sistemas auxiliares também podem consumir energia do motor. Em veículos mais antigos, por exemplo, a bomba da direção hidráulica funcionava continuamente enquanto o motor estava ligado.

A direção elétrica mudou essa lógica. O sistema utiliza energia principalmente quando há necessidade de assistência, reduzindo perdas.

O mesmo princípio aparece em outros componentes modernos, como bombas de água e sistemas de gerenciamento do alternador, que podem ajustar seu funcionamento de acordo com a demanda do veículo.

Economia vem da soma de pequenas soluções

A eficiência de um automóvel moderno é resultado de dezenas de decisões de engenharia. Pneus adequados, menor atrito interno, câmbio bem calibrado, aerodinâmica eficiente e sistemas auxiliares inteligentes podem parecer detalhes isolados, mas juntos fazem diferença.

Por isso, dois carros com motores de potência semelhante podem apresentar consumos diferentes. A economia não está apenas no motor: ela está em praticamente todo o projeto do veículo.

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