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Carpini chega ao Remo e fala de coragem, vitória e trabalho

Novo treinador foi apresentado nesta quinta-feira (17) e terá poucos dias para preparar o Leão antes do confronto decisivo contra o Santos, no Mangueirão

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Imagem ilustrativa da notícia Carpini chega ao Remo e fala de coragem, vitória e trabalho camera Carpini não pensa em seis vitórias, mas sim tem foco na primeira | Samara Miranda / Remo

Thiago Carpini já iniciou o trabalho no Clube do Remo. O treinador chegou a Belém na tarde de quarta-feira (16), foi apresentado ao elenco durante a noite, no Baenão, e comandou o primeiro treinamento à frente da equipe.

Na manhã desta quinta-feira (17), o técnico foi apresentado oficialmente em coletiva de imprensa. Aos 42 anos, Carpini assume o Leão com 23 pontos e na 19ª colocação da Série A, cinco pontos atrás do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

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O primeiro compromisso será diante do Santos, neste sábado (19), às 18h30, no Mangueirão. Por causa da urgência na competição, a tendência é que o treinador já esteja à beira do campo, tendo apenas dois dias para conhecer melhor o grupo e preparar a equipe.

Com 11 rodadas restantes, Carpini destacou que o momento exige concentração total na próxima partida. Depois do confronto com o Santos, o Remo terá a pausa para a Data Fifa e só voltará a jogar em 7 de outubro, contra o Grêmio.

🗣️ O desafio de assumir o Remo

Carpini falou sobre a decisão de aceitar o comando azulino justamente na reta final da competição e afirmou que situações de dificuldade já fizeram parte de sua trajetória.

"Em um momento como esse, já passei por essa situação em outros clubes, e o primeiro ponto é o profissional querer estar aqui e aceitar o desafio. Para mim, seria muito cômodo, nos últimos 11 jogos da temporada, aceitar um desafio desse tamanho como o do Remo? A gente recebeu o convite, mas é um clube de massa, de torcida, um clube grande. Sabemos que alguns fatores são diferentes, principalmente quando a gente conseguir encaixar o resultado que a torcida tanto espera, para que a gente possa melhorar esse cenário na reta final da Série A. Eu estou muito feliz e otimista em aceitar esse desafio. O desafio é grande, sabemos que não podemos tampar o sol com a peneira, mas eu tenho na minha vida que, hoje, os maiores desafios foram as maiores oportunidades, seja no Água Santa, Juventude, São Paulo ou Vitória. Eu me sinto muito preparado, confiante e feliz com esse momento."

🎯 Primeira vitória é prioridade

O treinador evitou projetar uma sequência de resultados e afirmou que a primeira missão é vencer o Santos. Para Carpini, pensar nas partidas seguintes antes de resolver o próximo compromisso pode tirar o foco da equipe.

"Já ouvi muito sobre isso. São 11 jogos, precisamos de cinco ou seis vitórias, alguns empates, e eu vou procurar passar muito para os atletas que a gente precisa de uma vitória, que é a primeira. Não adianta pensar na sexta se a gente não conquistar sábado a primeira. O nosso maior desafio é trazer a energia que a torcida do Remo tem para dentro do campo, do gramado do Mangueirão, e fazer valer mais o nosso fator casa. Quem sabe começar no sábado? Hoje, a gente tem um pouquinho de tempo para conhecer um pouco mais os atletas, para ver de que maneira vamos conseguir tirar o melhor de cada um deles. Mas o nosso desafio é conquistar a primeira vitória. Vamos viver intensamente o jogo a jogo. É o primeiro trabalho e só depois vamos falar do próximo. O Remo não se encontrou nessa situação por causa do jogo contra o Bahia, que foi o último. Foi desde a primeira rodada, então as coisas foram acontecendo e, da mesma maneira, as coisas precisam acontecer para que a gente consiga o êxito no final. Para isso, a gente vai trabalhar bastante. Como eu disse, já tive esses desafios na minha carreira: Vitória, em 2024; Juventude, em 2025; teve uma construção esse ano também no Fortaleza. Estou muito confiante."

👀 Carpini já acompanhava o elenco

Apesar de estar iniciando o trabalho presencialmente, o treinador afirmou que já conhecia boa parte dos jogadores e acompanhou os compromissos recentes do Remo na Série A.

"Em relação ao elenco, eu conheço grande parte. Observei, como todo treinador, quando está em um período de recesso em casa. A gente assiste Série B e Série A, está sempre atento ao mercado, e eu vinha acompanhando principalmente os três últimos jogos do Remo. Assisti contra o Coritiba, diante do Flamengo e depois contra o Bahia. Alguns atletas já foram meus atletas em outras ocasiões, como Matheus Alexandre, Taliari, Victor Bueno, Igor Vinícius e muitos outros. Eu já enfrentei, então conheço bem o elenco. Agora, o dia a dia vai criar essa sintonia, essa sinergia, de entender a melhor maneira para a gente tirar o melhor desses atletas, o que a gente precisa para essa reta final de Série A."

🧠 Aprendizados para a reta final

Carpini também explicou que pretende levar para Belém os aprendizados acumulados durante a carreira, incluindo experiências positivas e erros cometidos em trabalhos anteriores.

"Eu trago um pouco de cada momento que vivi na minha carreira, dos aprendizados, dos erros, dos acertos. Tudo isso vai fazendo parte da nossa formação profissional e como ser humano, e acredito que será assim até o último dia da minha carreira, sempre buscando aprender. Eu falo muito para os atletas que a gente propõe ideias, mas não sou dono da verdade. A gente vai sempre fazer aquilo que é o melhor para nós, o que é melhor para o Remo, para o grupo. Então, eu acho que eu trago um pouco de cada um desses momentos, dessas versões que eu vivi na minha carreira. A transição na minha carreira foi muito rápida. Ainda não completei sete anos na função como treinador, então é recente para tanta coisa que aconteceu. Sem dúvidas, o Água Santa foi um divisor de águas para outras coisas boas acontecerem, e coisas ruins também, que fazem parte da formação. Hoje, eu me sinto mais preparado para trazer para o Remo coisas boas que a gente consolidou em outros clubes, conseguindo o objetivo final, e corrigir alguns erros que tivemos em outros lugares. Esse amadurecimento de entender que algumas coisas não deram certo e precisam ser feitas de forma diferente."

⏳ Pouco tempo para trabalhar

O treinador também ressaltou a importância do período após o duelo com o Santos, quando o calendário terá uma pausa por causa da Data Fifa. Para ele, esse intervalo será fundamental para conhecer melhor o elenco e preparar a equipe.

"O tempo hoje é muito precioso para nós. Como eu disse, esse período, essa semana e esse recesso após o jogo do Santos vão ser importantes para trabalhar e receber o elenco, para que a gente possa viver jogo a jogo. Por que não repetir a história do Rodrigo Santana na Série C, do Guto Ferreira na Série B? E por que não na Série A? Nunca foi fácil para nós. Eu já entendi isso e não vai ser de novo. Pode ser que a salvação venha na última rodada, no último minuto. Não tem problema, mas o importante é que aconteça. Se a gente for buscar, aqui tem muitos exemplos no Campeonato Brasileiro dessa disparidade, dessa dificuldade que a gente poderia trazer para o momento de hoje. Ano passado, o próprio Ceará ficou o tempo todo fora dos quatro e, na última rodada, entrou e caiu. Então, por que a gente não pode chegar na última rodada e permanecer? É se apegar às coisas boas e trazer as coisas boas para o nosso dia a dia, para o ambiente, porque isso é muito importante."

⚽ Coragem para mudar o cenário

Na coletiva, Carpini ainda falou sobre o comportamento que espera do Remo dentro de campo. O técnico defendeu equilíbrio entre ataque e defesa, mas também afirmou que o momento exige coragem para se arriscar.

"Temos que buscar um equilíbrio em todos os comportamentos do jogo, com e sem a bola. Por mais que a gente esteja na fase ofensiva do jogo, no campo do adversário, atacando, propondo, principalmente nos jogos dentro de casa, temos que ser uma equipe precavida, organizada defensivamente. Acho que a busca desse equilíbrio será o mais importante para nós. Em relação ao que falou o Victor Bueno, sobre ter coragem para vencer, acho que o mais importante é que precisa ter coragem. Sei como é a Série A, a competição, e às vezes ela não te permite um erro grande. Isso é uma coisa que eu aprendi lá com Muricy Ramalho, no São Paulo. Ele falava muito disso: às vezes, você está em uma divisão inferior, erra duas ou três vezes e nada acontece, mas na Série A acontece. Então, precisamos estar atentos e usar os detalhes que fazem a diferença no jogo, para que esses detalhes possam ser ajustados ao nosso favor."

🔄 Trabalho de Léo Condé será aproveitado

O novo comandante também fez questão de reconhecer o trabalho realizado por Léo Condé antes de sua chegada. Carpini afirmou que pretende aproveitar os aspectos positivos encontrados no elenco e acrescentar suas próprias ideias.

"Potencializar as coisas boas que vinham sendo feitas. Com certeza, o Léo deixou um trabalho muito bom, de boas coisas. Eu assumi o trabalho após a saída do Léo, em 2024, no Vitória, e encontrei coisas boas lá. Não tenho dúvida de que encontrarei aqui também, porque ele é um bom profissional. Potencializar as coisas boas que foram feitas e, dentro disso, propor algumas ideias talvez um pouco diferentes do que eu acredito. Mas a gente tem que ter um pouco mais de coragem. É muito importante a gente se arriscar um pouco mais. É necessário. Se a gente não se arriscar, não tem depois. É o hoje."

🔵 Rebaixamento fica para depois

Mesmo com o Remo na zona de rebaixamento, Carpini afirmou que não quer levar o peso da tabela para dentro de campo. Para ele, a equipe precisa concentrar-se no jogo contra o Santos e deixar a discussão sobre permanência para o fim da competição.

"Esse risco precisaremos correr, apesar da nossa margem ser pequena. Vamos precisar nos arriscar, jogar um pouco mais e encarar cada jogo com um pouco mais de leveza, porque a gente não pode ficar pensando no risco iminente do rebaixamento. Não podemos ficar pensando nisso. Estou muito confiante no jogo de sábado. Depois, temos outra rodada e aí vamos falar de permanência ou rebaixamento na 38ª rodada."

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