O volante Patrick, do Clube do Remo, reconheceu o impacto da logística na campanha do Filho da Glória e do Triunfo na Série A do Campeonato Brasileiro, mas evitou transformar as longas viagens em uma justificativa para os resultados da equipe.
Com o fim do primeiro turno, o Leão Azul já percorreu aproximadamente metade dos 95 mil quilômetros previstos para a temporada. A distância total coloca o clube paraense diante de uma maratona superior a duas voltas completas ao redor da Terra, em um dos maiores desafios logísticos da Série A.
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Para Patrick, a localização geográfica do Remo naturalmente impõe um desafio maior, mas o elenco precisa lidar com a situação sem utilizar o desgaste como motivo para reclamações.
"O futebol brasileiro já conhecemos como funciona e já estamos acostumados. Lógico que a gente vindo do norte temos uma logística mais complicada, mas acredito que a diretoria vem fazendo de tudo para minimizar a quilometragem para a gente poder estar bem preparados para os jogos", destacou.

A fala do meio-campista ocorre em um momento em que o Leão já vivenciou diferentes tipos de deslocamentos pelo país. Viagens longas, mudanças de clima e partidas em sequência fazem parte da rotina de uma equipe que voltou à Série A após décadas afastada da principal divisão nacional.
O planejamento interno, segundo Patrick, tem sido fundamental para amenizar os efeitos do calendário. A estratégia inclui a organização dos deslocamentos para que o elenco chegue às partidas com o maior tempo possível de recuperação.
"No final do primeiro turno tivemos muitos jogos fora e tivemos uma boa logística que nos ajudou a somar pontos. Acho que a diretoria está fazendo bons trabalhos e temos que aceitar a logística. Não podemos reclamar disso", pontuou.
A distância entre Belém e os principais centros do futebol brasileiro também faz com que o Remo tenha uma realidade diferente da maioria dos adversários. Enquanto muitos clubes conseguem realizar viagens mais curtas entre partidas, o Leão precisa atravessar grandes distâncias em boa parte dos compromissos como visitante.
Ainda assim, o volante entende que o fator logístico precisa ser encarado como parte do desafio de disputar a elite. Para o jogador, o caminho passa por reconhecer a dificuldade, valorizar o trabalho realizado pelo clube e manter o foco dentro de campo.
🌍 A maratona do Remo na Série A
O calendário de 2026 colocou o clube paraense diante de uma sequência de viagens para diferentes regiões do país. O Leão precisou visitar estados do Nordeste, Sudeste e Sul em uma temporada marcada pelo retorno à elite.
A distância total estimada, de cerca de 95 mil quilômetros, tornou o Remo o clube com a maior quilometragem prevista na competição. O número ajuda a dimensionar o desafio enfrentado pela equipe ao longo do campeonato.
Mais do que uma questão de conforto, a logística influencia diretamente o tempo de recuperação, a preparação física e a rotina dos atletas. Por isso, o planejamento dos deslocamentos se tornou uma das áreas importantes da temporada azulina.
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