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NO MANGUEIRÃO

Com gol de Pikachu, Remo vence o Águia de virada e leva a Supercopa Grão-Pará

Com dois gols no segundo tempo - de Pikachu e Eduardo Melo -, Clube do Remo reage, vence de virada e inicia a temporada 2026 com título estadual.

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Imagem ilustrativa da notícia Com gol de Pikachu, Remo vence o Águia de virada e leva a Supercopa Grão-Pará camera Yago Pikachu vibra com o gol de empate do Remo, na decisão da Supercpa Grão-Pará. | (rene Almeida/Diário do Pará

Há partidas que extrapolam o roteiro técnico e se impõem como retratos fiéis daquilo que o futebol tem de mais visceral: emoção, memória e reviravolta. No Mangueirão, palco de reencontros e decisões, a final da Supercopa Grão-Pará reuniu esses elementos em noventa minutos intensos, nos quais Remo e Águia de Marabá transformaram a estreia oficial da temporada em um jogo carregado de significado dentro e fora das quatro linhas.

Depois de sair atrás no placar e conviver com a tensão de uma decisão apertada, o Remo mostrou força, organização e poder de reação para construir uma vitória de virada no segundo tempo, contando com o protagonismo de Yago Pikachu e Eduardo Melo, que saíram do banco para mudar a história do jogo e garantir o título da Supercopa Grão-Pará diante de um Mangueirão em ebulição.

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Após a decisão da Supercopa Grão-Pará, Remo e Águia de Marabá já voltam as atenções para o início do Campeonato Paraense. No próximo sábado (24), o Leão estreia às 16h, novamente no Mangueirão, diante do Bragantino, buscando manter o embalo após o título. Mais tarde, às 17h, o Águia de Marabá faz sua primeira partida na competição estadual em casa, no Zinho de Oliveira, onde recebe o Santa Rosa diante de sua torcida.

COMO FOI O JOGO

O futebol, muitas vezes, encontra seus momentos mais fortes fora da bola rolando. Antes mesmo de qualquer disputa por espaço ou finalização, o Mangueirão foi tomado por um silêncio carregado de significado, lembrando que o esporte também é feito de memória, respeito e humanidade - elementos que atravessam as arquibancadas e se impõem até nos dias de decisão.

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Antes do apito inicial da final da Supercopa Grão-Pará 2026, jogadores de Remo e Águia de Marabá respeitaram um minuto de silêncio em homenagem a Hecton Alves, preparador físico da equipe sub-20 do Azulão, vítima do acidente envolvendo a delegação marabaense no retorno da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O gesto emocionou atletas, comissões técnicas e torcedores presentes no Mangueirão.

CHANCES CLARAS

Com a bola rolando, o jogo começou movimentado. O Remo tentou assumir o protagonismo desde os primeiros minutos, apostando na movimentação de Alef Manga, João Pedro e Panagiotis, enquanto o Águia respondeu com transições rápidas, especialmente com PH e Gustavo Vintecinco. Logo aos três minutos, o Azulão quase abriu o placar em lance individual de PH, que obrigou Marcelo Rangel a fazer boa defesa.

O Leão também criou chances claras. A melhor delas surgiu aos 10 minutos, quando João Lucas cruzou na medida e João Pedro apareceu livre na área, mas finalizou para fora, desperdiçando grande oportunidade. O gramado pesado do Mangueirão, castigado pelas chuvas e por eventos recentes, passou a influenciar diretamente a qualidade das jogadas, provocando escorregões e erros técnicos de ambos os lados.

MAIOR POSSE DE BOLA

Ao longo do primeiro tempo, o Remo manteve maior posse de bola e presença no campo ofensivo, explorando jogadas pelos lados e bolas paradas, enquanto o Águia se defendia com organização e buscava escapar em velocidade. O confronto teve momentos de intensidade, algumas disputas mais duras e atendimentos médicos, refletindo o peso de uma decisão logo no início da temporada.

Na reta final, a pressão azulina aumentou, com sequência de escanteios e tentativas de Alef Manga e João Lucas, mas a defesa do Águia conseguiu resistir. Com quatro minutos de acréscimos, o jogo ficou mais truncado, marcado por passes errados e dificuldades na construção ofensiva.

SEGUNDO TEMPO

Se o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio e pela cautela, a etapa final reservou tudo aquilo que faz do futebol um espetáculo imprevisível: mudanças ousadas, gols carregados de simbolismo e uma virada construída na base da insistência. No Mangueirão, a decisão da Supercopa Grão-Pará ganhou contornos dramáticos, com o jogo aberto até o último lance.

O segundo tempo começou com alterações importantes. No Remo, Yago Pikachu entrou para dar mais dinâmica ao meio-campo, enquanto Marllon reforçou o sistema defensivo. Do lado do Águia de Marabá, Weslley assumiu a lateral esquerda. A movimentação surtiria efeito rapidamente, sobretudo para o time visitante, que passou a explorar os espaços e quase abriu o placar em chegada perigosa de PH logo nos primeiros minutos.

AZULÃO ABRE O PLACAR

Aos 11 minutos, o gol do Águia saiu. Após cruzamento de Tiago Bagagem, a defesa azulina se atrapalhou e PH, livre, finalizou com categoria para vencer Marcelo Rangel. Em respeito ao luto vivido pelo clube marabaense, o atacante não comemorou. O gol esfriou momentaneamente o Mangueirão e colocou pressão total sobre o Remo.

Em desvantagem, o Leão avançou suas linhas e passou a pressionar com mais intensidade. As entradas de Nicolás Ferreira, Cantillo e, depois, Eduardo Melo deram novo fôlego ao time. Ainda assim, o Águia quase ampliou em cabeçada de Wendel, salva de forma espetacular por Marcelo Rangel, mantendo o Remo vivo na decisão.

PIKACHU E EDUARDO MELO GARANTEM A VIRADA

O empate veio aos 32 minutos e teve assinatura simbólica. Após cruzamento de Alef Manga e desvio de Eduardo Melo, Yago Pikachu apareceu livre para marcar seu primeiro gol com a camisa azulina, levando a torcida à explosão e recolocando o Remo de vez na final.

Empurrado pelo Mangueirão, o Leão cresceu de produção. A pressão se intensificou, com chances claras desperdiçadas e defesas decisivas do goleiro Jerfesson, que evitou a virada em pelo menos duas oportunidades. Mas a insistência encontrou recompensa aos 45 minutos. Eduardo Melo, novamente decisivo, recebeu lançamento de Sávio, invadiu a área e finalizou forte. Mesmo com a tentativa de corte em cima da linha, a bola entrou: virada do Remo.

O apito final confirmou uma vitória construída na superação e na persistência. Com gols no segundo tempo, o Remo venceu o Águia de Marabá e conquistou a Supercopa Grão-Pará, iniciando a temporada 2026 com título, emoção e a marca de uma decisão inesquecível no Mangueirão.

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