O Paysandu chega ao Quadrangular da Série C pressionado após desperdiçar a chance de vencer o Maringá e apresentar problemas nos dois lados do campo. Na derrota por 1 a 0, sábado (29), no Mangueirão, o Papão finalizou 17 vezes, mas voltou a pecar na eficiência ofensiva e deixou a defesa desprotegida em momentos decisivos.
O número ajuda a explicar a sensação de frustração da torcida, que colocou mais de 40 mil no Colosso do Bengola. A produção ofensiva existiu, mas faltou capricho no momento decisivo. Kleiton Pego foi quem mais apareceu nesse aspecto, principalmente no primeiro tempo, quando teve oportunidades para abrir o placar e não conseguiu aproveitar.
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Mesmo sem marcar, o camisa 75 apresentou uma movimentação interessante. O atacante atacou espaços, abriu corredores para os companheiros e participou da construção das jogadas, mas terminou a partida sem conseguir concluir uma delas da maneira que o Paysandu precisava e ficou marcado de maneira negativa pelo torcedor.
Ítalo também teve uma oportunidade clara no segundo tempo. Aos 22 minutos, recebeu em boa condição, mas o domínio escapou um pouco e o chute saiu já com o jogador desequilibrado, acertando a trave. Foi mais uma chance que reforçou um problema que acompanha o Papão: criar e não conseguir finalizar bem.
A volta de Marcinho, que vinha se recuperando de lesão na panturrilha, fez o Paysandu retornar ao 4-3-3 e abandonar o 3-4-3 da vitória sobre o Ituano. O meia e capitão assumiu novamente a função de camisa 10, mas a equipe não conseguiu transformar a maior presença ofensiva em vantagem no placar.
Se o ataque não aproveitou as oportunidades, a defesa também acabou exposta em um momento crucial. Aos 39 minutos do segundo tempo, uma bola rebatida após falta cobrada por Lucas Rodrigues não foi disputada no alto por Pedro Henrique e Radsley, permitindo ao Maringá a ganhar a disputa e encontrar um espaço entre meio e defesa.
A partir dali, o contra-ataque se desenhou em superioridade numérica. O Dogão avançou em uma situação de três contra dois, Lucas Rodrigues ficou preso na jogada e Pedro Carrerette foi o último homem para tentar conter o lance. Um passe simples desmontou a defesa, e Raí Natalino marcou aos 40 minutos, definindo a derrota.
📊 O que os números mostram
O Paysandu terminou com 17 finalizações contra nove do Maringá, mas com apenas cinco chutes no alvo, contra três do adversário. A posse de bola ficou dividida em 50% para cada lado, mostrando que o Papão conseguiu administrar bem a maior parte que o adversário teve a bola.
Em termos de chances claras de gol, porém, o jogo foi mais equilibrado do que a quantidade de finalizações sugere. O Maringá conseguiu chegar menos, mas foi mais eficiente no lance que decidiu a partida. É a diferença entre produzir e realmente aproveitar o que aparece.
⭐ Notas do Paysandu
Nota geral: 6,78
- Luciano Taboca - 7,3 🥇
- Kleiton Pego - 7,2
- Pedro Carrerette - 7,1
- Lucas Rodrigues - 7,0
- Pedro Henrique - 7,0
- Caio Mello - 6,8
- Marcinho - 6,9
- Ítalo - 6,9
- Gabriel Mesquita - 6,7
- Edilson - 6,7
- Thaylon - 6,4
Entraram: Thalyson (6,9), Lucas Cardoso (6,6), Pablo Alcântara (6,4), Radsley (6,1) e Gustavo Henrique (6,5).
A avaliação mostra uma partida curiosa do Paysandu: a maior parte dos jogadores teve desempenho considerado positivo, mas ninguém conseguiu assumir o protagonismo necessário para decidir. Os defensores aparecem entre as melhores notas, enquanto os homens mais adiantados ficaram abaixo do esperado.
O banco também não conseguiu mudar o cenário. Entre os jogadores que entraram no segundo tempo, a maior nota foi de Thalyson, com 6,9, enquanto Radsley teve 6,1. Em uma partida equilibrada e sem gols até os minutos finais, faltou justamente uma intervenção capaz de alterar o roteiro.
🏆 E agora? Veja os jogos do quadrangular
O Paysandu inicia a disputa do quadrangular decisivo da Série C contra o Brusque, em casa. Depois, encara a Ferroviária fora e recebe a Inter de Limeira, antes de inverter os mandos nas três rodadas seguintes.
- 1ª rodada - 5, 6 ou 7 de setembro: Paysandu x Brusque
- 2ª rodada - 12, 13 ou 14 de setembro: Ferroviária x Paysandu
- 3ª rodada - 19, 20 ou 21 de setembro: Paysandu x Inter de Limeira
- 4ª rodada - 26, 27 ou 28 de setembro: Inter de Limeira x Paysandu
- 5ª rodada - 3, 4 ou 5 de outubro: Paysandu x Ferroviária
- 6ª rodada - 10, 11 ou 12 de outubro: Brusque x Paysandu
As datas e os horários ainda serão confirmados pela CBF. A partir de agora, porém, o peso de cada detalhe aumenta: no quadrangular, desperdiçar oportunidades ou conceder um contra-ataque como o que decidiu a partida contra o Maringá pode custar muito mais caro.
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