A presença do Júnior Rocha no programa Jogo Aberto, da RBATV, rendeu uma reflexão importante sobre o atual cenário do futebol paraense. Durante a entrevista, o treinador do Paysandu abordou a diferença de realidade entre os principais clubes do estado, com o Clube do Remo disputando a Série A do Campeonato Brasileiro enquanto o Papão está na Série C.
Para o treinador bicolor, essa diferença precisa ser analisada com frieza e sem rivalidade. Segundo ele, a situação atual deve servir como aprendizado para que o Lobo possa evoluir administrativamente e esportivamente nos próximos anos.
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"Eu não acho ruim o Remo estar na Série A. Eu venho de outro estado. Sou natural do Rio Grande do Sul, mas hoje a minha residência fixa é em São Paulo. Então, para mim é muito mais fácil fazer essa leitura do Remo na Série A e o Paysandu na Série C. Eu não misturo as coisas", destacou.
Júnior Rocha comentou que o crescimento de um clube da região também pode representar benefícios para todo o estado. Nesse contexto, o treinador acredita que o caminho para o Paysandu passa por observar exemplos de sucesso, inclusive do principal rival.
"O Paysandu precisa se espelhar em quem está em cima, não quem está embaixo. Nós que estamos vindo de fora não podemos achar ruim o Remo na Série A. Acho que o futebol paraense e o estado do Pará ganham com isso", ressaltou.
O comandante bicolor também projetou um cenário que considera ideal para o futebol do estado: ver os dois gigantes paraenses dividindo a elite nacional. Para ele, um clássico Re-Pa na Série A teria enorme repercussão esportiva e econômica.
"O meu sonho é um dia estar junto com eles na Série A para jogar um clássico. Imagina isso no Mangueirão, como não seria. Então, não miro as coisas ruins do adversário e sim as coisas boas", comentou.
Por fim, Júnior Rocha foi direto ao analisar as razões que levaram o rival a alcançar um patamar mais alto no futebol brasileiro. Para o treinador, o desempenho esportivo está diretamente ligado às decisões tomadas fora de campo.
"Se o Remo está na Série A, é porque fez uma gestão melhor que a do Paysandu. Contratou melhor, gastou melhor o dinheiro", concluiu.
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