A delegação do Irã foi a única entre as 211 associações filiadas a não participar do 76º Congresso da FIFA, realizado nesta quinta-feira (30), em Vancouver. A ausência ocorreu após o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, ter o visto de entrada negado pelas autoridades canadenses. Segundo agências internacionais, a decisão estaria ligada ao histórico de Taj com a Guarda Revolucionária do país.
Embora outros dois integrantes da delegação tenham conseguido autorização para entrar no Canadá, ambos optaram por não comparecer ao evento em solidariedade ao dirigente. Durante a abertura, o secretário-geral da entidade, Matias Grafstrom, confirmou oficialmente a ausência do país ao realizar a chamada das federações.
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O episódio reacende preocupações sobre questões logísticas e diplomáticas para a Copa do Mundo FIFA de 2026. Já classificado para o torneio, o Irã tem partidas previstas nos Estados Unidos, em cidades como Seattle e Los Angeles. Existe receio de que restrições semelhantes às impostas pelo Canadá possam afetar membros da delegação iraniana também em solo americano.
Recentemente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que atletas não devem enfrentar problemas para entrar no país, mas alertou que integrantes da comissão técnica ou dirigentes com vínculos com a Guarda Revolucionária podem ter a entrada barrada. Apesar do mal-estar, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tratou de minimizar a situação e garantiu a presença da seleção iraniana no Mundial. “É claro que o Irã irá participar da Copa de 2026. O Irã irá jogar nos EUA”, afirmou.
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