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Irã fora da Copa? Conflito com os EUA pode determinar saída

Nessa situação, a Fifa está sendo cobrada sobre decisão da participação do país do Oriente Médio

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Imagem ilustrativa da notícia Irã fora da Copa? Conflito com os EUA pode determinar saída camera Risco do Irã não participar da Copa é real | Reprodução/FIFA

Faltando pouco mais de três meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, o futebol internacional se vê diante de um cenário que extrapola as quatro linhas. A escalada militar envolvendo Estados Unidos e Irã lança incertezas sobre a participação da seleção iraniana no torneio, e amplia a pressão sobre a Fifa em um Mundial que já nascia sob forte carga política.

No último fim de semana, uma ofensiva americana contra alvos iranianos, realizada em coordenação com Israel, desencadeou reações no Golfo Pérsico e elevou a tensão diplomática. O conflito ocorre às vésperas de os Estados Unidos receberem, ao lado de Canadá e México, a principal competição do futebol mundial.

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A poucos meses do torneio, o risco de um país classificado ficar fora da Copa coloca a Fifa diante de uma decisão com impacto global.

Irã jogará nos EUA?

Classificado para sua quarta Copa consecutiva, o Irã tem partidas previstas em solo americano, duas delas em Los Angeles e outra em Seattle. A permanência da equipe, porém, passou a ser questionada após a intensificação do confronto.

A federação iraniana indicou que o momento interno é de instabilidade, sobretudo após a morte do líder supremo, Ali Khamenei. A indefinição política pode influenciar diretamente qualquer decisão sobre a participação no torneio.

Nos bastidores, dirigentes da FIFA afirmam acompanhar os acontecimentos e mantêm a expectativa de que todas as seleções classificadas entrem em campo. O secretário-geral da entidade reforçou publicamente o objetivo de realizar uma Copa “segura e inclusiva”. Pelos regulamentos, a Fifa pode substituir uma equipe em caso de desistência ou exclusão.

Entre as possíveis alternativas ventiladas nos meios esportivos estariam seleções da Ásia que ficaram próximas da vaga, como Iraque ou Emirados Árabes Unidos, hipótese ainda não confirmada oficialmente.

Segurança sob escrutínio

A tensão também reacende o debate sobre segurança e logística. O presidente Donald Trump, anfitrião político do evento, já havia imposto restrições migratórias a cidadãos de diversos países, incluindo o Irã. Atletas e comissões técnicas são exceções, mas o clima diplomático pode gerar novos obstáculos burocráticos.

Além disso, Los Angeles, cidade que receberá dois jogos do Irã, abriga uma das maiores comunidades iranianas fora do Oriente Médio. Analistas avaliam que manifestações políticas podem ocorrer, repetindo episódios vistos na Copa do Catar, quando torcedores divergiram publicamente sobre o governo de Teerã.

A preparação do torneio também enfrenta desafios internos nos Estados Unidos, com questionamentos sobre orçamento, estrutura das cidades-sede e uso de forças de imigração durante o evento. No México, parceiro na organização, o aumento da violência ligada ao crime organizado adiciona outra camada de preocupação.

A relação Fifa–Casa Branca

O conflito reforça críticas à proximidade entre a cúpula da Fifa e o governo americano. Em dezembro passado, durante o sorteio da Copa, a entidade concedeu a Trump um “Prêmio da Paz”, destacando sua atuação diplomática em negociações internacionais.

Desde então, ações militares americanas em diferentes regiões reacenderam o debate sobre neutralidade esportiva. Parlamentares europeus chegaram a sugerir que competições internacionais não deveriam servir para legitimar governos acusados de violar normas do direito internacional.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sustenta que a organização não tem competência para resolver disputas geopolíticas e deve manter posição institucional neutra. A posição, contudo, é contestada por especialistas que defendem regras mais claras para lidar com crises envolvendo países-sede ou participantes.

Território incerto

O histórico recente mostra que decisões esportivas podem acompanhar movimentos políticos. A Rússia foi excluída de competições internacionais após a invasão da Ucrânia, em 2022. Agora, a discussão envolve não apenas um participante, mas o próprio país anfitrião.

Mesmo que o Irã confirme presença, a Copa de 2026 já carrega um componente simbólico: o torneio coincidirá com as celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, o que tende a ampliar o protagonismo político do evento.

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Entre diplomacia, guerra e futebol, o Mundial se aproxima sob um clima de incerteza. O que deveria ser apenas espetáculo esportivo tornou-se palco de disputas que ultrapassam estádios e gramados, e cujo desfecho ainda está longe de ser definido.

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