A carreira de Rossi ganhou um capítulo inesperado no último sábado (29). Aos 33 anos, o atacante paraense voltou a disputar uma partida oficial depois de quase 11 meses afastado dos gramados. O retorno aconteceu no futebol municipal, pelo São Francisco, no Campeonato Municipal de Monte Alegre, no oeste do Pará. Apesar da mudança de cenário, o “Búfalo” mostrou que o faro de gol continua em dia.
Após uma defesa do goleiro, Rossi aproveitou o rebote e acertou um belo voleio para balançar as redes. O lance chamou atenção pelo contraste com os palcos que fizeram parte da trajetória do atacante. Ao longo da carreira, Rossi atuou em estádios como Mangueirão, Maracanã, São Januário e Fonte Nova, além de defender grandes clubes do futebol brasileiro e uma equipe da China e outra da Arábia Saudita.
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Natural de Prainha, no Baixo Amazonas, Rosicley Pereira da Silva deixou o Pará ainda jovem em busca do sonho de se tornar jogador profissional. Passou pelas categorias de base de Flamengo e Fluminense e iniciou a carreira profissional na Ponte Preta. Depois, defendeu Mogi Mirim, Paraná, Operário-PR, São Bento, Goiás, Chapecoense, Shenzhen, Internacional, Vasco, Bahia e Al-Faisaly.
O apelido que se tornou uma das marcas de Rossi também está ligado às suas raízes paraenses. O atacante adotou “Búfalo” como referência à força do animal e como forma de carregar consigo a identidade do Pará. Foi no Vasco que Rossi ganhou maior projeção nacional. O atacante chegou ao clube carioca em 2019 e rapidamente conquistou espaço pela velocidade, força física e intensidade em campo. Naquele ano, disputou 44 partidas e marcou quatro gols.
Retorno ao Pará pelo Paysandu
Aos 31 anos, Rossi decidiu voltar ao estado natal. Em 6 de janeiro de 2025, o Paysandu anunciou a contratação do atacante, que sempre declarou ser torcedor do clube. A chegada à Curuzu representava a realização de um sonho pessoal, e ele recebeu a camisa 77. O início da passagem pelo Papão foi positivo. Rossi terminou o Campeonato Paraense como artilheiro bicolor, com seis gols, e marcou outros quatro na campanha do título da Copa Verde de 2025.
Mesmo convivendo com problemas físicos e perdendo espaço na reta final da Série B, terminou a temporada como artilheiro do Paysandu, com 12 gols. No Brasileiro, participou de 17 das 38 rodadas, sendo titular em 13 delas. A última partida de Rossi pela Série B ocorreu em 8 de outubro de 2025, na derrota por 1 a 0 para o Botafogo-SP. Depois, deixou de ser utilizado na reta final da competição, que terminou com o rebaixamento do Paysandu.
Retorno ao futebol profissional não aconteceu
Em junho deste ano, Rossi teve uma nova oportunidade de voltar ao cenário profissional. O atacante passou a treinar com o Amazonas, que pretendia utilizá-lo na Série C do Campeonato Brasileiro. O clube, porém, enfrentava um transfer ban imposto pela Fifa, que impedia o registro de novos jogadores. Durante aproximadamente dois meses, Rossi treinou com o elenco e chegou a ser considerado um dos principais reforços para a reta final da temporada.
A punição foi retirada em 24 de agosto, mas a estreia não aconteceu. No dia seguinte, o Amazonas decidiu não regularizar o jogador. Segundo informações divulgadas pela diretoria ao ge, Rossi enfrentava problemas familiares, deixou Manaus e não faria parte da sequência da temporada. Assim, o atacante não chegou a disputar nenhuma partida oficial pelo clube amazonense.
Do futebol nacional ao municipal
Poucos dias depois, Rossi encontrou um novo caminho para voltar a jogar. Neste sábado, entrou em campo pelo São Francisco, no Campeonato Municipal de Monte Alegre. O retorno marca uma mudança significativa na carreira de um jogador que já disputou a elite do futebol brasileiro, atuou no exterior, conquistou títulos e vestiu camisas de clubes tradicionais.
Aos 33 anos, Rossi não anunciou aposentadoria e ainda pode buscar uma nova oportunidade no futebol profissional. Por enquanto, o “Búfalo” reencontra o futebol no interior do Pará — e já deixou seu cartão de visitas com um golaço de voleio.
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