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APROVA, TORCEDOR?

Clubes podem barrar camisa de outros times no estádio?

Medida virou prática comum em jogos no Brasil e tem relação direta com segurança, organização das arquibancadas e prevenção de conflitos entre torcedores

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Imagem ilustrativa da notícia Clubes podem barrar camisa de outros times no estádio? camera Uma torcedora com a camisa do Flamengo foi impedida de entrar na partida entre Remo x Athletico-PR | Reprodução / WhatsApp

Entrar no estádio usando camisa de outro clube pode, sim, ser proibido, dependendo da determinação do mandante e das orientações de segurança pública para a partida.

A medida, que já vinha sendo aplicada pelo Paysandu e também apareceu em jogos organizados pela CBF, agora passou a ser reforçada pelo Clube do Remo em partidas do Leão Azul.

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Na última semana, o Clube de Periçá divulgou um comunicado direcionado ao Fenômeno Azul e aos visitantes. O clube informou que, nas áreas destinadas à torcida azulina, não será permitida a entrada de pessoas utilizando camisas de equipes adversárias durante jogos em que o Remo for mandante.

O argumento usado pelo clube é a preservação do ambiente da torcida mandante e a tentativa de evitar problemas dentro das arquibancadas.

O que diz a lei?

A prática costuma ser baseada em protocolos de segurança previstos pela Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), além de recomendações das polícias militares, Ministérios Públicos e órgãos responsáveis pela organização dos jogos.

Na prática, o clube mandante possui autonomia para estabelecer regras de acesso, principalmente em setores destinados exclusivamente à torcida da casa. Isso acontece porque a separação de torcidas é tratada como medida preventiva para reduzir confrontos e situações de violência.

Em jogos considerados de maior risco, as restrições costumam ficar ainda mais rígidas.

Paysandu já havia adotado a medida

O Paysandu passou a reforçar esse controle anteriormente, incluindo a proibição de camisas de outros clubes dentro da lista oficial de itens vetados na Curuzu ou outro local que o Papão mande os jogos.

Além das vestimentas de outras equipes, o clube também proibiu objetos como cigarros eletrônicos, rádios, garrafas, capacetes, sinalizadores, correntes e equipamentos eletrônicos.

A justificativa foi semelhante: aumentar a segurança e criar um ambiente mais controlado para os torcedores.

CBF também já aplicou a regra

A restrição não acontece apenas em Belém. Em 2025, a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) determinou que torcedores não poderiam entrar com camisas de clubes no amistoso entre Brasil e Japão, disputado na Neo Química Arena, em São Paulo.

Na ocasião, a entidade informou que a decisão havia partido dos órgãos de segurança pública para evitar tumultos e facilitar o controle das arquibancadas. A recomendação era que os presentes utilizassem apenas a camisa da Seleção Brasileira.

Leão e Papão buscam segurança e também a valorização do futebol paraense
📷 Leão e Papão buscam segurança e também a valorização do futebol paraense |Matheus Oliveira / FPF
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