A final do Campeonato Paraense 2026 coloca frente a frente os dois gigantes do futebol do Norte. Clube Remo e Paysandu chegam à decisão com campanhas distintas, mas igualmente consistentes, carregando histórias, estatísticas expressivas e jogadores decisivos que ajudam a explicar o porquê desse clássico decidir mais uma vez o Estadual.
Conteúdo Relacionado:
- Dois caminhos, um título: Remo e Paysandu decidem o Parazão
- Paysandu vence o Castanhal e pega o Remo na final do Parazão
- Remo leva sufoco, vira contra o Cametá e vai à final do Parazão
Remo: invencibilidade, volume ofensivo e regularidade
O Remo construiu a campanha com um dado interessante: é o rei dos empates, mas segue invicto. Em oito partidas disputadas, o Leão Azul soma três vitórias e cinco empates, sem conhecer derrotas. O aproveitamento não é dos mais altos em termos de triunfos, mas a consistência compensou.
O ataque azulino é o melhor do campeonato, com 13 gols marcados, média de 1,63 por jogo. Já a defesa sofreu oito gols, mantendo uma média de um gol sofrido por partida. Outro dado que reforça a solidez é o fato de o time ter marcado em 88% dos jogos e sofrido gols em 75% deles, mostrando equilíbrio entre os setores.
Mesmo assim, o desempenho vem ligando o alerta no Parazão. Nos últimos cinco compromissos, foram quatro empates, cenário que evidencia um time difícil de ser batido, mas que possui dificuldades para transformar as ideias de Carlos Osorio em vitória.
Repertório:
Na fase classificatória, o Leão Azul venceu o Bragantino e Águia de Marabá, empatando com São Francisco, Paysandu, Castanhal e Amazônia. Nas quartas, empate contra o Azulão Marabaense e vitória nos pênaltis. Nas semi, passou pelo Mapará Elétrico ao vencer por 3 a 2.
Destaques individuais do Remo
- Yago Pikachu vem saindo muitas vezes do banco e marcando gols importantes. Mostra sempre muita vontade
- Patrick de Paula vem correspondendo na temporada e chamando a responsabilidade quando está em campo
- Apesar do gol contra bizarro contra o Cametá, Kayky Almeida se destaca pela velocidade e no um contra um
- Juan Carlos Osorio muda muito a equipe e fica nítida a diferença do elenco selecionado para a disputa da Série A. Quando estão em campo, as coisas mudam para melhor, problema é que são muito preservados e vão apenas quando o time precisa, como no caso de Vitor Bueno, João Pedro

Paysandu: eficiência, melhor defesa e força decisiva
Se o Remo se destaca pela invencibilidade, o Paysandu chega à final sustentado pela eficiência competitiva. Em oito jogos, o Papão conquistou cinco vitórias, além de um empate e duas derrotas, alcançando 63% de aproveitamento.
O ataque marcou 12 gols, média de 1,5 por partida, enquanto a defesa sofreu apenas cinco gols, a melhor do campeonato, com média inferior a um gol sofrido por jogo. O time alviceleste venceu três partidas consecutivas na melhor sequência e mostrou capacidade de decidir jogos importantes, especialmente no mata-mata.
Repertório:
O Lobo vitimou São Raimundo, Capitão Poço e Santa Rosa na primeira fase, empatando com o Remo e perdendo para a Tuna Luso e Cametá. Nas quartas, goleada sobre a Águia Guerreira por 5 a 1 e nas semifinais bateu o Castanhal pelo placar de 1 a 0.
Destaques individuais do Paysandu
- Ítalo, artilheiro do campeonato com cinco gols, é a principal arma ofensiva e referência na área.
- Kleiton Pego aparece como outro atacante importante, contribuindo com gols e movimentação.
- No meio, Marcinho lidera em desempenho e nota média, sendo o cérebro da equipe.
- Brian, Henrico, Pedro Henrique e Bonifazi sempre muito regulares, dando boa pegada na marcação
- Na defesa, Castro comanda a zaga com experiência e orientando os mais jovens

Comparativo e clima de decisão
- Melhor ataque: Remo (13 gols)
- Melhor defesa: Paysandu (5 gols sofridos)
- Mais vitórias: Paysandu (5)
- Menos derrotas: Remo (0)
- Maior sequência invicta: Remo (8 jogos)
O clássico carrega um contraste claro de estilos. De um lado, o Remo aposta na posse e no volume ofensivo, além da superioridade técnica. Do outro, o Paysandu confia na organização defensiva, na objetividade e no poder de decisão dos atacantes.
Final aberta e promessa de equilíbrio
Com campanhas sólidas, protagonistas em bom momento e estatísticas que se equilibram, a final do Campeonato Paraense promete ser decidida nos detalhes, mesmo com a diferença de Séries entre as equipes.
Seja pela invencibilidade azulina ou pela eficiência bicolor, Remo e Paysandu chegam credenciados a levantar a taça, em mais um capítulo de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar