O clássico entre Clube do Remo e Paysandu, disputado no Mangueirão, neste domingo (8), pela quinta rodada do Campeonato Paraense, terminou empatado pelo placar de 1 a 1. O Papão saiu na frente com gol de Ítalo, mas viu o rival ficar com um a mais no final do primeiro tempo e sofreu o empate na segunda etapa com gol contra de Quintana.
Com o resultado, o Leão chegou aos 8 pontos e segue líder da classificação geral, enquanto o Lobo soma 7 pontos, permanecendo próximo do rival direto na tabela. O empate refletiu o que foi o clássico: disputado, nervoso e decidido nos detalhes, mas com o Lobo tendo mais vontade e organização que o Clube de Periçá.
Pela quinta rodada do Parazão, Paysandu e Remo voltam a campo fora de casa. O Papão encara o Cametá na quarta-feira (11), às 20h, no Parque do Bacurau. Já o Leão Azul joga na quinta-feira (12), às 19h30, diante do Castanhal, no Modelão, em confronto que fecha a rodada.
Primeiro Tempo: um Paysandu mostrando que clássico é clássico
O primeiro tempo do Re-Pa 781 contrariou todas as previsões. Mesmo diante de um Remo mais caro e badalado, o Paysandu assumiu o controle desde o apito inicial, jogando com intensidade, marcação alta e muita vontade. O clássico ganhou rapidamente um tom físico, mas com domínio bicolor.
A pressão surtiu efeito cedo. Ítalo chegou a marcar logo no início, teve um gol anulado, mas não se intimidou. Pouco depois, recebeu em profundidade, invadiu a área e finalizou com precisão para abrir o placar no Mangueirão, premiando o ímpeto do Papão nos primeiros minutos.
O Remo sentiu o golpe e teve dificuldades para se organizar. Sem conseguir passar da intermediária com clareza, abusou das faltas e viu o Paysandu seguir mais perigoso, com Kleiton Pego arriscando de fora e Marcinho comandando as ações ofensivas. Marcelo Rangel evitou um prejuízo maior com defesas importantes.
No meio-campo, Brian Macapá, de 17 anos, foi o grande nome da etapa ao lado de Henrico. O jovem volante dominou o setor, venceu disputas e anulou as tentativas de construção azulina, sendo peça-chave para manter o ritmo e o controle do jogo por boa parte do primeiro tempo.
A reta final foi marcada por tensão e confusão. Após um lance duro, Brian acabou expulso diretamente. Mesmo com um a menos, o Paysandu conseguiu segurar o resultado até o intervalo, encerrando a primeira etapa em vantagem e sob aplausos da torcida.
Segundo Tempo: Papão valente e um Remo covarde
O segundo tempo começou com mudanças dos dois lados e um cenário claro: o Remo, com um jogador a mais, passou a ocupar o campo ofensivo, enquanto o Paysandu reorganizou a estrutura defensiva para tentar sustentar a vantagem.
Logo na volta do intervalo, o técnico bicolor ajustou o posicionamento com a entrada de Lucão, adiantando Castro para a proteção do meio. A proposta era fechar espaços e obrigar o rival a buscar jogadas laterais.
O Remo respondeu com substituições ofensivas, mas esbarrou na falta de criatividade. Mesmo com mais posse e presença no campo adversário, a equipe azulina teve dificuldade para transformar pressão em chances claras.
O Papão, por sua vez, resistiu. Marcelo Rangel apareceu bem em finalizações de Marcinho e Edílson, enquanto a defesa conseguiu bloquear bolas alçadas na área nos momentos de maior sufoco.
Aos 13 minutos, o empate saiu em um lance confuso. Diego Hernández finalizou duas vezes, a bola desviou em Quintana e acabou entrando, igualando o placar no Mangueirão e recolocando o Remo no jogo.
Na reta final, o Leão Azul terminou a partida com quatro zagueiros, tentando empurrar o Paysandu para trás na base do abafa e bolas na área. Mesmo pressionado até os acréscimos, o time bicolor segurou o resultado e confirmou o empate no clássico.
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