A palavra do técnico Dorival Júnior tem sido determinante para o Corinthians no mercado de transferências.
A diretoria corintiana passou a dar grande peso aos desejos e às orientações do treinador durante a janela do início do ano, prestigiando suas indicações e demandas.
ALISSON DETERMINANTE
A investida do Timão na contratação do volante Alisson, do São Paulo, é o principal exemplo da força de Dorival nos bastidores.
O jogador não é unanimidade entre dirigentes, mas é totalmente bancado pelo treinador. Tanto que o executivo de futebol Marcelo Paz e o gerente de análise de mercado Renan Bloise chegaram a apresentar outras alternativas para o setor, mas o nome de Alisson foi mantido por decisão do comandante.
Antes, a tentativa de renovação com Maycon também passou diretamente pelo desejo de Dorival. O negócio, porém, não avançou, e o volante se transferiu para o Atlético-MG.
MAIS REFORÇOS
A influência de Dorival Júnior não se limita à negociação por Alisson. O treinador tem tido voz ativa em outras frentes do mercado corintiano.
O técnico deseja mais do que quatro reforços, número inicialmente projetado pela diretoria para o início da janela. A contratação encaminhada do goleiro João Ricardo, por exemplo, atende diretamente ao pedido do treinador, que quer uma opção de confiança para a reserva de Hugo Souza.
Dorival ainda quer a chegada de mais um volante e um atacante. Essas peças se somariam a Alisson e João Ricardo, que estão próximos do Timão, dos já contratados Gabriel Paulista e Matheus Pereira, e dos encaminhados Pedro Milans e Kaio César.
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O objetivo é encorpar um elenco considerado enxuto desde a temporada passada. A ausência de contratações em 2025, em razão do transfer ban, incomodou bastante o treinador.
Quando foi contratado, em abril do ano passado, ainda na gestão do presidente deposto Augusto Melo, Dorival recebeu a promessa de que teria de três a quatro reforços no segundo semestre. Isso não ocorreu, e o Corinthians fechou apenas com o atacante Vitinho, pouco antes de ser sancionado por uma dívida com o Santos Laguna, do México, referente à contratação do zagueiro Félix Torres.
Esse histórico ajuda a explicar por que, agora, a diretoria tem feito questão de prestigiar os pedidos do treinador.
VIRADA DE JOGO
O atual prestígio de Dorival Júnior contrasta com o início da gestão de Osmar Stábile.
Na época, diversos aliados do presidente tentaram convencer o dirigente a demitir o técnico após uma sequência de resultados negativos, especialmente depois de uma derrota para o São Paulo, ainda no primeiro turno do Brasileirão.
O treinador, porém, foi mantido, conquistou a Copa do Brasil no fim da temporada e, embora ainda enfrente certa oposição interna, hoje está valorizado a ponto de ser voz central no planejamento esportivo do clube.
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