A Fifa abriu uma investigação contra a Argentina por episódios registrados durante a reta final da Copa do Mundo de 2026. A entidade vai apurar a exibição de uma faixa com referência às Ilhas Malvinas após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal, além da confusão envolvendo jogadores e integrantes da comissão técnica argentina depois da derrota por 1 a 0 para a Espanha na decisão.
Após eliminar os ingleses por 2 a 1, jogadores argentinos exibiram uma faixa com a mensagem "As Malvinas são argentinas". Antes da partida, a Fifa havia determinado a proibição da entrada de torcedores com qualquer referência à Guerra das Malvinas, além de vetar manifestações consideradas provocativas no estádio, em Atlanta.
A entidade instaurou processos disciplinares com base em quatro artigos do Código Disciplinar da Fifa:
- Uso de evento esportivo para manifestações de natureza não esportiva;
- Má conduta da equipe;
- Discriminação e abuso racista;
- Falhas relacionadas à ordem e segurança durante as partidas.
Além disso, a Fifa analisa punições para o lateral Molina, o volante Paredes e o auxiliar Roberto Ayala. Segundo a entidade, Ayala teria agredido o meia espanhol Dani Olmo durante a confusão após a final.
Molina também responde por possível conduta antidesportiva, assim como o argentino Thiago Almada e o espanhol Gavi, que participaram do tumulto após o apito final.
Entenda a disputa pelas Malvinas
A Guerra das Malvinas ocorreu entre 2 de abril e 14 de junho de 1982 e foi motivada pela disputa de soberania das Ilhas Malvinas — chamadas de Falklands pelos britânicos. O arquipélago é administrado pelo Reino Unido desde 1833, mas continua sendo reivindicado pela Argentina.
O conflito durou 74 dias e deixou 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis das ilhas. Até hoje, o controle do território permanece sob administração britânica.
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