Em um torneio marcado pela presença de jovens talentos e promessas do futebol mundial, a experiência também tem espaço de destaque. Um dos exemplos é o goleiro Josimar José Évora Dias, conhecido como "Vozinha", que segue escrevendo seu nome na história do futebol de Cabo Verde. Aos 40 anos, o arqueiro continua sendo peça fundamental da seleção africana e chamou atenção ao ser titular na estreia da equipe contra a Espanha, nesta segunda-feira (15), pelo Grupo H da Copa do Mundo.
Vozinha é considerado um dos maiores atletas da história do futebol cabo-verdiano. Dono de quase uma centena de partidas pela seleção nacional, ele representa a experiência de um elenco que busca ganhar espaço no cenário internacional. O curioso é que seu nome carrega uma homenagem ao futebol brasileiro. Josimar foi batizado em referência a Josimar Pereira, ex-lateral-direito da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1986 e marcou época com a camisa do Botafogo.
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O goleiro completou 40 anos no último dia 3 de junho e figura entre os jogadores mais velhos desta edição do Mundial. Com 90 partidas pela seleção de Cabo Verde, consolidou-se como uma das principais referências esportivas do país. Atualmente, Vozinha atua pelo GD Chaves, equipe da Segunda Divisão de Portugal. Vozinha iniciou a carreira no Batuque, de Cabo Verde. Já na temporada de 2011, ele passou a defender outro time da terra natal: o Mindelense.
Ao longo da carreira no futebol europeu, também vestiu a camisa do Gil Vicente, da primeira divisão portuguesa. O goleiro também vivenciou um dos períodos mais marcantes de sua trajetória no AEL Limassol, do Chipre, onde permaneceu por cinco temporadas. Mesmo aos 40 anos, o goleiro segue demonstrando segurança e liderança dentro de campo, mantendo-se como um dos símbolos da seleção cabo-verdiana em sua caminhada na Copa do Mundo.
O apelido Vozinha
Em entrevista à Fifa, ele revelou que as pessoas o chamam assim por causa de seus avós.
“O apelido é por causa dos meus avós. Eu nunca vivi com meus pais. Quando nasci, meu pai estava no serviço militar. E minha mãe tinha sempre de trabalhar para alguma coisa. Então sempre cresci com meus avós. Na minha zona os rapazes eram muito mais velhos e eu sempre jogava na rua, levando muita pancada. Jogava muito bem com os pés, era competitivo e rebelde, não gostava de perder. Tomava muita porrada, e sempre quando não conseguia dar o troco ia para casa com raiva, com a cara fechada, e eles ficavam tirando sarro, que eu estava indo reclamar com os avós", disse.
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