Um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol mundial, Carlo Ancelotti está prestes a viver mais um capítulo marcante em sua trajetória. Neste sábado, o treinador italiano fará sua estreia como comandante em uma Copa do Mundo, agora à frente da Seleção Brasileira. Momentos antes do confronto contra o Marrocos, o técnico demonstrou entusiasmo, confiança e respeito pela responsabilidade de dirigir a equipe mais vencedora da história da competição.
Faltam poucas horas para Carlo Ancelotti estrear oficialmente como treinador em uma Copa do Mundo. Embora tenha participado do Mundial de 1994 como auxiliar técnico da seleção italiana, será a primeira vez que o italiano comandará uma equipe à beira do gramado na principal competição do futebol mundial.
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À frente da Seleção Brasileira, o treinador afirmou que o momento tem um significado especial em sua carreira e destacou o orgulho de representar o país do futebol. “É uma experiência nova, mas algo especial obviamente. É ter a responsabilidade e a honra de representar o país do futebol, a seleção mais laureada do mundo. Duas coisas: responsabilidade e honra. Eu quero aproveitar esse momento com alegria e felicidade porque é um momento muito bonito da minha história”, declarou.
Ancelotti também demonstrou confiança no potencial da equipe brasileira para enfrentar qualquer adversário ao longo do torneio. “Temos uma equipe que pode competir com todos. Estamos convencidos de que podemos competir com todas as equipes do mundo. Temos qualidade a nível técnico, caráter e experiência. Temos confiança absoluta de que podemos competir com todo mundo”, afirmou.
Pressão e responsabilidade
Questionado sobre a pressão e o medo que cercam uma competição do tamanho da Copa do Mundo, o treinador apresentou uma visão pragmática sobre o tema. “O medo é um componente importante da vida. Se você não tem medo e encontra um leão, ele parece um gato. O medo é uma parte fundamental porque salva vidas. São preocupações naturais para que a equipe faça o melhor jogo possível. Eu sou muito otimista por natureza e acredito que o time está bem preparado para este jogo e para a Copa do Mundo”, explicou.
Durante a entrevista, Ancelotti também comentou a saída do lateral Wesley da lista de convocados por causa de uma lesão considerada séria. O treinador lamentou a necessidade do corte, mas ressaltou que não havia outra alternativa. “Cortar um jogador é um aspecto do meu trabalho que não gosto de fazer porque é muito triste. Mas não havia outra solução. Ele teve uma lesão bastante séria e não se recuperaria a tempo desta Copa do Mundo”, disse.
Escalação para a estreia
Para a vaga aberta, a comissão técnica optou pela convocação do meio-campista Ederson. Segundo Ancelotti, a escolha foi baseada no equilíbrio do elenco e no bom desempenho apresentado pelo jogador no encerramento da temporada europeia. “Tínhamos a dúvida entre levar mais um defensor ou mais um meio-campista. Danilo e Ibañez nos dão confiança para atuar nessa posição. Por isso, preferimos reforçar o meio-campo com Ederson, que fez um fim de temporada muito bom”, concluiu.
A estreia do Brasil acontece neste sábado (13), diante do Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O duelo marcará o início da caminhada da Seleção na busca por mais um título mundial e também o primeiro desafio de Ancelotti como técnico em uma Copa do Mundo.
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