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Guns N’ Roses em Belém: fãs contam memórias e preparativos para o show

Apresentação inédita da banda no Mangueirão mobiliza gerações de admiradores e promete noite histórica na capital paraense

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Imagem ilustrativa da notícia Guns N’ Roses em Belém: fãs contam memórias e preparativos para o show camera Fãs de diferentes gerações se preparam para assistir ao primeiro show do Guns N’ Roses em Belém, no Estádio Mangueirão, em uma noite que promete ser histórica. | ( Reprodução / arquivo pessoal )

Faltando poucos dias para um dos eventos mais esperados de 2026 em Belém, a ansiedade já toma conta dos fãs de rock espalhados pela cidade. Não é apenas um show é a realização de um sonho antigo. Pela primeira vez, a lendária banda Guns N’ Roses sobe aos palcos da capital paraense, transformando o Estádio Mangueirão no epicentro de uma celebração que atravessa gerações.

A apresentação acontece no próximo sábado (25) e faz parte da turnê mundial “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”. Antes dos norte-americanos entrarem em cena, o público será aquecido por outro peso pesado do rock nacional, a banda Raimundos.

Com mais de quatro décadas de carreira, o grupo formado em Los Angeles, em 1985, acumulou clássicos que marcaram época e seguem conquistando novos ouvintes. Canções como Sweet Child o’ Mine, November Rain e Patience são apenas alguns exemplos de um repertório que promete embalar o público paraense em uma noite considerada histórica antes mesmo de acontecer.

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Histórias que atravessam gerações

Em Belém, a relação com a banda vai muito além da música. É memória afetiva, juventude, amizade e até escolhas de vida moldadas pelo rock.

A autônoma Eliana Costa, de 51 anos, relembra que o primeiro contato com o grupo aconteceu ainda na adolescência, no fim dos anos 80, ao ouvir o álbum Appetite for Destruction. “A gente se reunia com amigos para ouvir vinil, cada um levava uma novidade. Era assim que descobríamos o mundo”, conta.

Eliana Costa, de 51 anos
📷 Eliana Costa, de 51 anos |( Reprodução / arquivo pessoal )

Para ela, os anos 90 foram o auge da banda e também um período marcante da vida pessoal.


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Sweet Child o’ Mine me traz lembranças da juventude, dos amigos, dos primeiros amores. É impossível ouvir sem voltar no tempo

Diz,
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Animada, Eliana já garantiu ingresso e se prepara até fisicamente para o evento. “Já estou preparando o joelho”, brinca. Entre os itens confirmados na bolsa estão celular, chocolate, lenços, água e até um analgésico muscular. “É o kit sobrevivência do rock”, completa.

Paixão que vira profissão

A relação com o Guns N’ Roses também ultrapassa o campo emocional e chega ao profissional. A autônoma Lidiane Monteiro Miranda, de 45 anos, transformou a paixão pelo gênero em negócio.

Lidiane Monteiro Miranda, de 45 anos
📷 Lidiane Monteiro Miranda, de 45 anos |( Reprodução / arquivo pessoal )

Fã desde os 12 anos, ela conta que conheceu a banda assistindo à MTV, mesmo sem incentivo em casa. “Eu assistia com o volume baixo, porque ninguém curtia rock”, relembra.

Hoje, Lidiane administra o “Tarja Preta Rock Pub”, espaço dedicado ao rock em Belém. Segundo ela, o anúncio do show foi recebido com entusiasmo entre os clientes. “Foi o assunto da noite inteira. Só se falava nisso”, afirma.

Entre suas memórias mais marcantes está o impacto das músicas em momentos difíceis.


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Estranged tem um significado muito forte pra mim. Meu filho aprendeu a tocar e cantar essa música para me ajudar durante crises de ansiedade

Revela,
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A expectativa para o evento é alta, mas também carrega um olhar atento para o futuro da cena cultural local. “Espero que seja bem organizado, porque isso pode abrir portas para outros grandes shows na cidade”, pontua. Depois da apresentação, ela já planeja continuar a celebração com outros fãs no próprio pub.

(Reprodução/Arquivo Pessoal)

Emoção que atravessa o tempo

Para a estoquista Rita de Cássia Oliveira Mendes, de 47 anos, o show representa um reencontro com a própria história.


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Marcou minha adolescência e agora vai marcar minha fase mais madura, quando vou ver a banda ao vivo no Mangueirão

Afirma,
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Rita conta que recebeu a notícia do show enquanto estava no trabalho e, de início, duvidou. “Achei que era fake news, mas quando confirmei, fiquei muito emocionada. Não pensei duas vezes antes de comprar o ingresso”.

Rita de Cassia Oliveira Mendes ao lado da irmã
📷 Rita de Cassia Oliveira Mendes ao lado da irmã |( Reprodução / arquivo pessoal )

As músicas preferidas são justamente as que carregam maior carga emocional. “Patience, November Rain e Sweet Child o’ Mine fazem parte da minha memória afetiva”, diz.

A preparação para o grande dia mistura ansiedade e bom humor. “Já estou me preparando psicologicamente para ficar horas em pé e enfrentar o calor de Belém. Sei que vou chorar, mas de alegria”, conta. A única dúvida, segundo ela, ainda não foi resolvida: “Qual camisa usar no dia”.

Rita também destaca como o amor pela banda segue presente na vida atual. Além de fã, ela hoje mantém uma loja onde vende camisas de bandas, incluindo Guns N’ Roses.

Muito além de um show

Para muitos fãs, esse é um momento de reviver lembranças, celebrar momentos e relembrar experiências que atravessam gerações. Nesse clima, Belém se prepara para uma noite que promete ser inesquecível.

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