Antes mesmo de a bola rolar na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira já encontrou um adversário inesperado: as redes sociais. Durante a cerimônia de envio da delegação para o torneio, um detalhe chamou tanta atenção quanto os jogadores convocados e as expectativas para a competição. O uniforme de viagem da equipe, criado pelo estilista Ricardo Almeida, rapidamente se transformou em assunto entre torcedores e internautas.
Apresentado como uma proposta contemporânea para renovar a imagem da Seleção fora dos gramados, o visual apostou em uma releitura da alfaiataria tradicional. No entanto, a recepção do público ficou longe da unanimidade. Poucas horas após as primeiras imagens serem divulgadas, comentários, memes e comparações inusitadas passaram a dominar as redes sociais.
No X, antigo Twitter, muitos usuários classificaram o traje como excessivamente largo e distante da elegância que esperavam para a equipe nacional. Entre as comparações mais frequentes estavam pijamas, roupas hospitalares e até macacões de trabalho. “Ficou feio demais a roupa de viagem da Seleção. Um terno clássico ficaria muito melhor”, escreveu um internauta.



Leia mais:
- Confira 7 dicas de looks para você arrasar na Copa
- Brasil define uniformes para 1ª fase da Copa; veja!
- Veja 9 alternativas à camisa da Seleção para economizar na Copa
A proposta da marca, porém, era justamente romper com a formalidade tradicional. Enquanto a comissão técnica recebeu um conjunto clássico composto por terno de dois botões, calça social, camisa branca e gravata, os jogadores ganharam uma versão mais moderna da alfaiataria.
O destaque da composição é o caban, peça escolhida para substituir o blazer convencional. Com modelagem mais ampla e sem estruturas internas ou ombreiras, o modelo busca transmitir leveza e descontração sem abandonar a sofisticação. A produção ainda inclui camiseta confeccionada em algodão pima (considerado um dos mais nobres do mundo) e mocassins, reforçando a proposta casual elegante.
Os trajes foram confeccionados em lã fria italiana e receberam uma tonalidade descrita pela marca como “petróleo suave”, resultado da combinação entre azul e verde. Todas as peças trazem o brasão da CBF aplicado de forma discreta.
Quer ler mais notícias de fama? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Segundo Ricardo Almeida, o conceito procura equilibrar tradição e inovação. “O resultado é o alinhamento entre legado, atemporalidade e inovação, sem renunciar à elegância”, afirmou o designer.
Além da preocupação estética, a marca destaca o rigor técnico empregado na produção. Cada uniforme foi confeccionado sob medida para atender às características físicas e à individualidade dos integrantes da delegação.
Esta é a terceira colaboração entre Ricardo Almeida e a Confederação Brasileira de Futebol. A novidade desta edição é a participação da linha RA2, projeto que reúne o estilista, seus filhos Ricardinho e Arthur Almeida, além do stylist Gabriel Pascolato.

Como em edições anteriores, o acabamento interno também recebeu atenção especial. Os forros dos paletós trazem referências à história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Em 2018, o interior das peças apresentava detalhes dourados; em 2022, o destaque ficou por conta dos tons prateados. Desta vez, a tradição foi mantida, reforçando a conexão entre moda, identidade nacional e o legado pentacampeão.
Se a intenção era chamar atenção, a missão foi cumprida. Agora resta saber se, após o apito inicial da Copa de 2026, os resultados dentro de campo conseguirão ofuscar a polêmica fora dele.
CONFIRA OS MEMES
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.








Comentar