O ator Antonio Pitanga, de 86 anos, foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em uma cerimônia realizada na última segunda-feira (25), no Fórum de Ciência e Cultura da instituição. A honraria reconhece a contribuição do artista à cultura brasileira ao longo de mais de 65 anos de carreira.
Familiares do ator, como os filhos, Camila e Rocco Pitanga, além da esposa, a deputada federal Benedita da Silva, marcaram presença no local, assim como a jornalista Maju Coutinho. e outros nomes da arte, a exemplo de Zezé Motta, parceira de Pitanga em inúmeros trabalhos.
Durante a cerimônia, o ator Lázaro Ramos fez um discurso emocionante em homenagem a Antonio Pitanga.
“Por tudo o que você oferece para nós, no trabalho e, principalmente, na vida, preciso começar dizendo que te amo profundamente e sou muito grato pelos caminhos que você abriu. De uma forma tão inspiradora que, até hoje, eu não consigo decifrar Antonio Pitanga”, declarou.
"Eu não sei como é que diante de tantos desafios que a vida ofereceu, de quando nasceu a quando quis ocupar outros espaços, você mantém esse sorriso e essa vitalidade. Eu não sei decifrar a sua capacidade de chegar no meio de uma plateia e falar apaixonadamente, inspirando, criando discursos memoráveis pra mim. Hoje eu cheguei aqui e perguntei: 'E aí, vai falar de improviso, mestre?'. Ele falou: 'Não, está escrito, mas eu vou falar meia hora'", completou ele, que, em seguida, beijou os pé do artista.
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A atriz Zezé Motta, amiga de longa data de Antonio Pitanga, também celebrou a homenagem recebida pelo artista. “Ver meu amado amigo Antonio Pitanga receber o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro é testemunhar a história do Brasil sendo reverenciada ainda em vida”, afirmou.
Zezé ainda relembrou o início da amizade entre os dois: “Digo isso com a autoridade de quem conhece Pitanga há mais de 60 anos. Antes de existir a Zezé Motta, existia a Maria José: uma menina preta, jovem, sonhadora, ajudando Dona Maria nas costuras e tentando descobrir o mundo”.
Os dois foram protagonistas de um momento brilhante da TV quando em 1995 deram vida à Fátima e a Cleber Noronha, um casal chefe de uma família negra de classe média de São Paulo na novela A Próxima Vítima, de Silvio de Abreu. Com os conflitos do cotidiano, o núcleo despertou no telespectador brasileiro a evidência de que famílias negras existiam e que estavam além das classes menos abastadas, e sim sonhando e realizando através dos estudos e do trabalho.
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