Todos os anos, muitas musas passam pela Sapucaí, no Rio de Janeiro, chamando a atenção pela beleza, história e samba no pé, sendo muitas delas crias da própria comunidade que representam. Mas, ainda assim, dividem lugar com celebridades.
A rainha de bateria Evelyn Bastos, aos 32 anos, é a protagonista de um posto importante na Mangueira. No último domingo (15), ela encerrou a primeira noite dos desfiles com sua presença marcante, reafirmando um legado que começou ainda na infância e que conecta gerações dentro da comunidade do Morro da Mangueira.
O papel de rainha de bateria vai muito além do samba no pé: envolve responsabilidade, identificação profunda com a escola e uma ligação direta com o povo e a cultura local. Evelyn representa essa essência desde 2004, quando conquistou sua primeira coroa na ala infantil da Verde e Rosa. Sua trajetória é marcada por passos firmes e por um compromisso genuíno com a história da agremiação.
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O número que revela o peso da tradição na Mangueira
Durante o período que ela ocupa o posto, Evelyn não apenas desfilou como também se tornou símbolo da escola, carregando consigo a herança cultural do samba e da comunidade.
Mas o que esses 13 anos significam? Eles representam dedicação contínua e vínculo inquebrável com as raízes do samba carioca, algo raro em um cenário no qual muitas vezes as figuras são passageiras.
A influência familiar que moldou uma rainha
Evelyn não chegou ao posto por acaso. Ela segue os passos da mãe, Valéria Bastos, que brilhou como rosto da Verde e Rosa entre 1987 e 1989. Essa conexão familiar reforça o elo entre gerações dentro da escola.
Antes de assumir definitivamente como rainha, Evelyn foi musa aos 17 anos e substituiu Gracyanne Barbosa — um desafio à altura para quem já respirava samba desde pequena.
Essa trajetória mostra como o cargo exige mais do que beleza ou dança: requer conhecimento profundo da história e uma identificação verdadeira com a comunidade.
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A responsabilidade social por trás do brilho no desfile
Para Evelyn Bastos, ser rainha de bateria significa representar não só o samba, mas também a comunidade do Morro da Mangueira. Ela destaca que o papel envolve muita responsabilidade e conexão direta com os integrantes da escola e seu povo.
“É um momento muito importante para quem ama samba, se divertir e se conectar com nossa gente”, afirma Evelyn em entrevista à coluna GENTE.
Dessa forma, sua atuação ultrapassa o palco dos desfiles para fortalecer laços culturais e sociais dentro da agremiação — algo fundamental para manter viva a identidade verde e rosa.
A crítica que revela padrões no posto de rainha
Evelyn também expressa sua visão sobre o perfil ideal para ocupar o posto de rainha de bateria. Segundo ela, é essencial que essa figura seja originária da comunidade onde atua, pois isso garante autenticidade à representação.
Ela critica as famosas que assumem esse posto sem ter ligação real com as escolas ou suas histórias. Para Evelyn, essa prática pode enfraquecer a essência cultural das agremiações carnavalescas.
Assim, ela defende que além do talento para o samba, é imprescindível conhecer profundamente a trajetória da escola para honrar verdadeiramente seu legado durante os desfiles.
Ao longo desses 13 anos como rainha de bateria na Estação Primeira de Mangueira, Evelyn Bastos consolidou-se não apenas como uma artista talentosa mas também como guardiã das tradições culturais do samba.
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