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ARTE AMAZÔNICA

Exposição e show com Luê e Junior Soares agitam 84 anos do Basa

O evento ocorre em alusão à programação de aniversário do Banco da Amazônia e destaca o olhar de artistas sobre a região amazônica. Confira!

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Imagem ilustrativa da notícia Exposição e show com Luê e Junior Soares agitam 84 anos do Basa camera O espetáculo com Luê e Júnior Soares foi um dos projetos elecionados pelo Banco da Amazônia. | Foto: Divulgação

De um lado, o artista visual rondoniense Rafael Prado, com a exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”, com pinturas que resgatam histórias de personagens amazônicos que dedicaram suas vidas à defesa da floresta e de seus modos de existir. Do outro, o músico paraense Júnior Soares, cofundador do Arraial do Pavulagem, ao lado da filha Luê, também cantora e compositora, em um espetáculo onde a música atravessa memória, ancestralidade e criação contemporânea.

É com essas ações – que mostram os diferentes olhares de artistas amazônicos sobre a região – que o Centro Cultural Banco da Amazônia comemora os 84 anos do Banco da Amazônia (9 de julho). Após a celebração, a partir do dia 10, o público poderá visitar a mostra de Rafael Prado, que tem curadoria de Shannon Botelho, pesquisador, crítico de arte e professor do Departamento de Artes Visuais do Colégio Pedro II, e produção executiva assinada por Natalia Azevedo, da Abstrata Produções.

“A exposição parte de uma ideia muito feliz: na floresta, nada desaparece completamente. O trabalho do Rafael nos lembra que aqueles que defenderam a Amazônia seguem presentes em suas histórias, em seus territórios e na memória coletiva. Suas pinturas transformam essas presenças em imagens de força, continuidade e esperança”, explica Shannon Botelho sobre a mostra, que propõe uma reflexão sobre memória, resistência e continuidade da vida na região.

Assim como a mostra, o espetáculo “Dois Rios”, com Luê e Júnior Soares, foi um dos projetos selecionados no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026/2027. No caso do projeto musical, os artistas apresentam um repertório formado por composições autorais que dialogam entre si, revelando afinidades e contrastes entre diferentes tempos da música amazônica.

“Esse show parte quase que de uma necessidade dessa troca de afetos musicais se estabelecer no palco. A Luê já fez participações nos meus shows e eu nos dela, mas ainda não tínhamos feito um show nosso para poder entrelaçar essa rabeca com esses violões, acordes e composições”, explica Júnior Soares. “Eu acho que as pessoas vão adorar ver esse nosso momento, juntos, no palco”, completa.

Além de Luê e Júnior Soares, “Dois Rios” – projeto que também ocorrerá nos municípios paraenses de Ananindeua e Bragança – contará com a participação do mestre Ronaldo Silva, de William Jardim (guitarra) e Dayvid Campos (percussão). Mais do que um show, o projeto celebra a continuidade da música vivida e compartilhada entre gerações, mostrando como diferentes caminhos podem se encontrar em um mesmo rio de afetos, memórias e criação artística.

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“Temos compromisso com a democratização do acesso à arte, então, além de marcar os 84 anos da nossa instituição, queremos que esses eventos - que tanto nos falam sobre a Amazônia, em diferentes vertentes -, sejam um presente para a sociedade, em geral”, pontua Ruth Helena Lima, gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia.

Os próximos shows “Dois Rios” terão datas e locais divulgados posteriormente. Já a exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente” ficará aberta ao público de 10 de julho a 09 de outubro deste ano e conta com recursos de acessibilidade. Escolas, universidades, grupos culturais e instituições interessadas poderão agendar visitas mediadas gratuitas pelo e-mail contato@abstrataproducoes.com.br, copiando também o e-mail centrocultural@basa.com.br.

Oficina gratuita

Como parte da programação da exposição "Povos amazônicos não morrem, viram semente", o artista Rafael Prado realiza, no domingo, 12, a oficina "Coletando Memórias: Workshop de Frotagem e Colagem Artística", no Centro Cultural Banco da Amazônia. A atividade usará a técnica frotagem, que consiste em captar relevos e texturas de diferentes superfícies por meio da fricção do papel com grafite ou giz de cera.

A proposta é estimular novas formas de perceber o território ao nosso redor. A oficina oferece 20 vagas para participantes a partir de 15 anos, com materiais disponibilizados pela organização. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo e-mail contato@abstrataproducoes.com.br, copiando ainda o e-mail centrocultural@basa.com.br.

Horários de visitação – Terça a sexta, das 10h às 16h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h.

Exposições gratuitas que já estão em cartaz

Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia

Trabalhadores, de Sebastião Salgado

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