As ruas do centro de Belém voltam a ser tomadas pela música, dança e pelas cores da cultura popular amazônica neste domingo (28). O 3º Arrastão do Pavulagem promete reunir mais de 35 mil pessoas e cerca de 1.200 brincantes do Batalhão da Estrela em uma celebração marcada pelo encontro entre diferentes tradições culturais do Pará.
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Nesta edição, o cortejo ganha um reforço especial com a participação de cinco grupos convidados de boi-bumbá: Flor do Campo, Lapichinha, Rei de Ouro e Pai do Campo, do município de Ourém, além do Boi Faceiro, da Ilha de Colares. Os mestres dos grupos participam da tradicional Roda Cantada antes da saída do Arrastão, compartilhando cantos, histórias e saberes que atravessam gerações.
A programação começa às 9h, na Praça da República, em frente ao Theatro da Paz, com a Roda Cantada. Às 10h, o cortejo segue pelas avenidas Presidente Vargas e Municipalidade até a Praça Waldemar Henrique, onde o público acompanha o tradicional show do Arraial do Pavulagem.
Além do Batalhão da Estrela e do Boi Pavulagem, os bois convidados integram o percurso ao lado da Campina, segmento formado pelas crianças, fortalecendo a proposta de aproximação entre diferentes manifestações populares da Amazônia.
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Segundo o Instituto Arraial do Pavulagem, o encontro dialoga com o tema da edição de 2026, "Bandeira de Guarnição", que homenageia as pessoas responsáveis por manter vivas as tradições populares amazônicas e destaca a importância da transmissão dos saberes entre gerações.
"Os Arrastões sempre foram um espaço de encontro. Receber esses bois é uma forma de celebrar a diversidade das tradições populares amazônicas e valorizar mestres, comunidades e saberes que ajudam a manter viva essa cultura", destaca Júnior Soares, músico e cofundador do Arraial do Pavulagem.
CONHEÇA OS BOIS CONVIDADOS DO 3º ARRASTÃO:
Boi-Bumbá Flor do Campo (Ourém)
Originário da comunidade remanescente quilombola de Mocambo, o Flor do Campo é uma das mais tradicionais manifestações culturais de Ourém e símbolo da resistência cultural quilombola, preservando cantos, brincadeiras e saberes transmitidos entre gerações.
Boi-Bumbá Lapichinha (Ourém)
Comandado pelo Mestre Sales Machado, o Lapichinha preserva uma tradição ligada à memória de Dona Miloca, referência da cultura popular de Ourém. Seu nome homenageia o antigo Igarapé Lapichinha, uma conexão com a história e a identidade do município.
Boi-Bumbá Rei de Ouro (Ourém)
Representante da Comunidade Quilombola do Engenho, o Rei de Ouro preserva uma tradição centenária de toadas, mazurcas, chulas e a tradicional bicharada. Sob a liderança do Mestre Duca, mantém vivos saberes e referências das culturas afro-amazônicas.
Boi-Bumbá Pai do Campo (Ourém)
Conduzido pelo Mestre Faustino, amo de boi mais antigo em atividade em Ourém, o Pai do Campo é reconhecido por suas toadas sobre a vida no campo, a natureza e os saberes tradicionais. A manifestação mantém viva uma tradição que atravessa gerações.
Boi Faceiro (Colares)
Fundado em 2022 pela Mestra Normalina e por artistas da Ilha de Colares, o Boi Faceiro fortalece a tradição do boi-bumbá e já se tornou símbolo do orgulho cultural da comunidade, valorizando a memória e a identidade amazônica.
SHOW COM PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
Na praça Waldemar Henrique, o público aproveita o show do Arraial do Pavulagem, que traz convidados. Neste Arrastão, participam os artistas paraenses Iris da Selva, que une MPB e carimbó em uma obra marcada pela ancestralidade amazônica, e Paula Rodrigues, intérprete que transita entre MPB, samba, bossa nova e a musicalidade paraense.
Completam o encontro Allan Carvalho, compositor e pesquisador que aproxima tradição e contemporaneidade em sua obra, e Márcio Macedo, cantor e compositor de canções autorais marcadas pela sensibilidade e pelas raízes amazônicas.
RECICLÔMETRO MOSTRA NÚMEROS DA COLETA SELETIVA
Durante toda a programação dos Arrastões do Pavulagem, a Concaves realiza a coleta seletiva, a triagem e o encaminhamento dos materiais recicláveis gerados pelo público. Os resultados são monitorados pelo Reciclômetro, ferramenta que registra e divulga os volumes coletados ao longo da programação.
Nos dois primeiros Arrastões de 2026, já foram destinados corretamente 1.472 quilos de materiais recicláveis, entre plástico, vidro, papelão e metal. O volume representa quase metade de todo o material recolhido nos quatro Arrastões de 2025, quando aproximadamente três toneladas de resíduos foram encaminhadas para reciclagem.
BANDEIRA DE GUARNIÇÃO
Tema dos Arrastões do Pavulagem 2026, “Bandeira de Guarnição” homenageia as pessoas que mantêm vivas as tradições populares amazônicas. A proposta destaca a preservação e transmissão de memórias e práticas culturais entre gerações. "É sobre a importância de cuidar das pessoas, saberes e tradições que ajudam a construir nossa identidade cultural", afirma Ronaldo Silva, músico e cofundador do Arraial do Pavulagem.
SERVIÇO:
- Data: 28 de junho (domingo)
- Horários: Apresentação da Roda Cantada (com músicos do Batalhão da Estrela): 9h
- Praça da República (em frente ao Theatro da Paz)
- Saída do Arrastão: 10h
- Trajeto do Arrastão do Pavulagem: Theatro da Paz → Av. Presidente Vargas → R. Municipalidade → Pç. Waldemar Henrique
- Show do Arraial do Pavulagem: Praça Waldemar Henrique (assim que o Arrastão chegar na Praça)
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