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MUSEU

Exposição monetária valoriza acessibilidade e inclusão 

Em parceria com outros tribunais, TJPA apresenta moedas e cédulas históricas e oferece dispositivos que garantem a participação de pessoas com algum tipo deficiência no evento

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Imagem ilustrativa da notícia Exposição monetária valoriza acessibilidade e inclusão  camera Alunos da Unidade de Ensino Especializado Professor Astério de Campos visitaram a exposição. | Mauro Ângelo/Diário do Pará

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) promoveu, na última segunda-feira (19) , o evento “História, Independência e Acessibilidade: o bicentenário sob a ótica da Numismática e da Acessibilidade”, que contou com a exposição de moedas e cédulas históricas de colecionadores, palestras e uma apresentação de carimbó do Coletivo Cunhatã.

A programação faz parte da 16ª edição da Primavera de Museus, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) e do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA).

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De acordo com a presidente do TJPA, desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, o evento teve o objetivo de dar destaque a história brasileira com ênfase na questão da acessibilidade. “É muito prazeroso a gente fazer um trabalho de união com vários tribunais. A gente comemora, faz e dá o destaque necessário para aquilo que é de suma importância para todos nós. A gente trata de acessibilidade de forma ampla e restrita. Os museus contemplando esse caminhar, isso é muito gratificante para todos nós, que a gente sedimenta entendimentos, sedimenta atitudes, sedimenta, sobretudo, o amor, que ele não pode deixar de estar presente nessas relações com a humanidade e da humanidade”, disse.

PASSADO

“A história nos remete cada ato, cada ação da nossa vida. É a gente olhar para traz construindo o futuro em tudo. A gente vê nas moedas as inaugurações, as evoluções que a gente nem conhece. É um momento ímpar que a gente consolida tudo isso e pode verificar e fazer o melhor mostrando de onde nós viemos, onde nós estamos e para onde nós estamos indo. Quando a gente fala de museu e história, não temos ideia da amplitude do que é isso e a gente se depara com a nossa história pessoal. A gente precisa saber respeitar cada momento que se passou e projetar o futuro”, completou a magistrada.

Com o tema “Independências e museus: outros 200, outras histórias”, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), coordenador da ação nacional da Primavera dos Museus, visa mobilizar os museus brasileiros como forma de elaborar programações direcionadas. Nesse sentido, em 2022, o evento foi pensado como forma de abordar o estudo histórico das moedas em conjunto com a questão da acessibilidade, tendo como foco o bicentenário da Independência.

“O evento é para nós mostrarmos a nossa história, as nossas memórias resistentes que são belíssimas e precisam ser divulgadas. O próprio tema já nos diz sobre a acessibilidade a todos e à todas, por isso, fazer esse material ser conhecido”, disse a presidente da Comissão de Gestão da Memória do TJPA, desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias.

“Aqui é possível encontrar a evolução monetária da história do Brasil em todo esse processo de Independência. Como a maioria dessas moedas tem um alto relevo, a ideia é trazer o público para que tenha contato com essa história. Os museus e toda guarda da história tem que estar acessível a todos. Então, é trazer esse público para compartilhar com eles essa história e, por meio dessas moedas de alto relevo, eles poderem fazer o toque, no caso das pessoas cegas, e tem a disponibilização dos intérpretes de libras para que seja, de fato, uma história acessível a todos”, reiterou a chefe de Museu Judiciário do TJPA, Leiliane Rabelo.

É muito prazeroso a gente fazer um trabalho de união com vários tribunais. A gente comemora, faz e dá o destaque necessário para aquilo que é de suma importância para todos nós. A gente trata de acessibilidade de forma ampla e restrita”, Célia Regina de Lima, presidente do TJPA.

Estudantes relatam experiência incrível

Durante toda a manhã, o público pôde analisar a ampla exposição do material monetário brasileiro, assim como dos demais países. A visitação, organizada no hall de entrada do Anexo I, recebeu um grupo de alunos da Unidade de Ensino Especializado Professor Astério de Campos, formado por pessoas com deficiência auditiva, que tiveram a oportunidade de conhecer as diversas moedas, cédulas e medalhas históricas a partir da explicação facilitada por um intérprete. Segundo a vice-diretora da escola, Reny Silva, a visita foi essencial para promover um conhecimento a partir da visualização da história por meio do material.

“A nossa escola trabalha com alunos surdos, cegos e deficiências associadas. Então, os surdos são muitos visuais, eles precisam da visualização da situação, os sinais, as palavras, a figura. Aqui, eles observando tudo isso, é muito importante para eles até pela questão da acessibilidade, de estar adentrando o Tribunal de Justiça. É saber que as pessoas surdas também são cidadãs, que têm direitos, deveres e isso a gente vê como a possibilidade de estar em todos os cantos”, afirmou.

O estudante Matheus Alencar, 20, esteve de frente, pela primeira vez, com uma exposição pautada na acessibilidade. “Eu achei a exposição muito boa, ver pela primeira vez a soma dessas histórias me deixa muito feliz. Eu fiquei muito emocionado de conhecer a cultura de outros países e a daqui também, considero como uma forma de conhecimento”, disse.

PALESTRAS

Além da exposição do material histórico, o evento ainda contou com duas palestras. A primeira teve enfoque na evolução da moeda brasileira nos 200 anos de Independência, ministrada por Claudemiro Avelino de Souza, juiz do Tribunal de Alagoas (TJAL). A segunda, por sua vez, abordou a temática “Acessibilidade, História e Cidadania” e foi ministrada pelo chefe do Setor de Estágios do TJPA, Antônio Carlos Sampaio Martins de Barros Júnior.

Segundo o juiz Claudemiro Avelino de Souza, um dos palestrantes, a explicação visava divulgar a necessidade de preservação da memória trazida a partir da questão monetária como objeto que perpassa as relações humanas no Brasil desde o momento da invasão pelos portugueses. “A moeda é um documento original, um documento de época e as informações que ela traz em si são parte da história. Quando você começa a ver uma coleção de moedas, se elas estiverem sistematicamente organizadas, você sente claramente as transformações”, ressaltou.

“Quando você volta ao Brasil Colônia, no ciclo do ouro, era um volume imenso de peças belíssimas feitas em ouro porque era a realidade da época. Temos, inclusive, belas moedas de ouro disputadíssimas no mercado internacional pela sua beleza, importância e, evidentemente, pelo valor intrínseco, o valor do metal da moeda”, destacou o juiz do TJAL, Claudemiro de Souza.

A programação segue até amanhã com uma visita guiada, com foco na acessibilidade, ao prédio sede do TJPA. Mais uma vez, alunos com deficiência da Unidade Educacional Especializada Astério de Campos conhecerão as dependências e o histórico do prédio que abriga o Judiciário paraense, através de dispositivos de acessibilidade disponíveis no local.

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