Ao longo da história, grandes conflitos internacionais raramente ficam restritos aos gabinetes diplomáticos ou às páginas dos jornais. Quando disputas de poder atravessam fronteiras, elas acabam sendo reinterpretadas pela cultura, transformadas em narrativas que ajudam o público a compreender interesses, tensões e consequências. No caso da relação entre Estados Unidos e Venezuela, marcada por crises políticas, sanções econômicas e ingerência externa, o cinema e as séries de TV se tornaram ferramentas simbólicas para decifrar um embate que ultrapassa governos e atinge toda a América Latina.
O recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, reacendeu um debate antigo sobre soberania, influência internacional e disputas geopolíticas. Esse embate, que há décadas ocupa o noticiário internacional, também ganhou espaço em produções audiovisuais que retratam desde golpes de Estado e eleições contestadas até os impactos humanos da crise política venezuelana e da pressão norte-americana sobre o país.
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Veja as produções audiovisuais que ajudam a compreender as tensões e o conflito entre os Estados Unidos e a Venezuela:
SIMÓN - NETFLIX
Entre essas produções está "Simón" (Netflix), lançado em 2023. O filme acompanha a trajetória de um jovem estudante que lidera protestos contra a repressão na Venezuela e, após sofrer violência e prisão em Caracas, foge para os Estados Unidos com um visto de turista. Em solo americano, ele conhece uma advogada que o ajuda no pedido de asilo político, enquanto revive os traumas das manifestações e enfrenta a desconfiança de antigos aliados, que o veem como traidor após seu desaparecimento.
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JACK RYAN - PRIME VIDEO
Já a série "Jack Ryan" (Prime Video) mergulha diretamente na crise política venezuelana ao ambientar sua segunda temporada no país. A trama mostra o protagonista investigando irregularidades no governo do fictício presidente Nicolás Reyes, personagem inspirado em Maduro, incluindo eleições fraudulentas, autoritarismo e negociações secretas envolvendo armas. A narrativa expõe, ainda, os bastidores da interferência dos Estados Unidos em um cenário que mistura interesses estratégicos e instabilidade institucional.
A REVOUÇÃO NÃO SERPA TELEVISIONADA - YOUTUBE
O documentário "A Revolução Não Será Televisionada", disponível no YouTube, revisita o golpe de 2002 contra o então presidente Hugo Chávez. Filmado de dentro do Palácio de Miraflores, o registro mostra tanto o avanço do levante quanto a mobilização popular que levou ao fracasso da tentativa de deposição. A obra destaca a importância estratégica da Venezuela, grande produtora de petróleo e peça-chave na política energética dos Estados Unidos.
NARCOS - NETFIX

Embora tenha como foco principal a Colômbia, "Narcos" (Netflix) também ajuda a compreender o contexto regional ao abordar a atuação dos Estados Unidos na América Latina, a ingerência política e os efeitos do tráfico internacional de drogas - temas que dialogam diretamente com a realidade venezuelana.
STATUS: VENEZUELAN
Outra perspectiva aparece em "Status: Venezuelan" (2025), documentário disponível gratuitamente na internet. A produção acompanha uma família venezuelana vivendo nos Estados Unidos e mostra como mudanças nas políticas de imigração e as tensões entre os dois países afetam a diáspora, revelando o impacto humano das decisões tomadas no campo geopolítico.
AO SUL DA FRONTEIRA - YOUTUBE
Por fim, "Ao Sul da Fronteira", dirigido por Oliver Stone, reúne entrevistas com líderes sul-americanos, como Hugo Chávez, e apresenta uma análise crítica da política externa dos Estados Unidos na região. O documentário amplia o olhar sobre a Venezuela ao inseri-la em um contexto latino-americano mais amplo, marcado por disputas de soberania e resistência à influência norte-americana.
Juntas, essas produções ajudam a entender como o conflito entre Estados Unidos e Venezuela vai além dos fatos imediatos, revelando camadas históricas, políticas e humanas de uma relação que segue moldando o destino da região.
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