
Uma das últimas aparições no cinema de Val Kilmer, ator que morreu nesta terça-feira (1º), foi em "Top Gun: Maverick", de 2022, no qual reprisou o papel do aviador naval Tom "Iceman" Kazansky ao lado de Tom Cruise —seu personagem no primeiro "Top Gun", de 1986, que o lançou ao estrelato.
Kilmer, porém, já não podia mostrar sua voz marcante desde que tratou um câncer na garganta, diagnosticado em 2014. Além da radioterapia, ele passou por uma traqueostomia que comprometeu suas cordas vocais.
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Para não mostrar o inchaço e as marcas do procedimento, o ator passou a cobrir a garganta com cachecóis e lenços. Sua família também afirmou que ele demorou para procurar tratamento devido a crenças da Ciência Cristã, da qual Kilmer era adepto, acreditando que orações trariam a cura, não remédios.
Para incluí-lo no filme, o personagem tomou parte de suas características, por ideia de Kilmer —teve um câncer na garganta e prefere se comunicar pela escrita. Em um esforço, ele conversa com o personagem de Cruise, numa cena em que ambos falam sobre dilemas da vida e da avaição.
Ela foi possível graças à recriação de sua voz com ajuda de inteligência artificial, uma parceria que o ator firmou ainda em 2021 com a empresa Sonantic, que criou um modelo a partir de horas de gravações de voz da estrela.
"Eu conheço Val há décadas. Ele é um ator tão poderoso que rapidamente se transformou no personagem de novo. Eu chorei, fiquei emocionado", afirmou Cruise em entrevista a Jimmy Kimmel, na estreia de "Top Gun: Maverick".
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