Belém recebe, entre os dias 13 e 17 de maio, o espetáculo "Uma Mulher Vestida de Sol", do Grupo Grial, companhia pernambucana reconhecida pela pesquisa sobre dança contemporânea e cultura popular nordestina. A temporada será realizada na CAIXA Cultural Belém.
A montagem marca o retorno da obra ao repertório do grupo após mais de duas décadas e revisita o primeiro texto teatral escrito por Ariano Suassuna com uma abordagem contemporânea, centrada em temas como gênero, poder e violência estrutural.
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A nova encenação aposta em uma narrativa mais intimista e destaca os conflitos vividos por Rosa, personagem central da trama, além do amor impossível entre os protagonistas.
Elenco reduzido valoriza corpo, música e poesia
Em cena, quatro artistas conduzem a narrativa: os bailarinos Emerson Dias e Aldene Nascimento, a cantora e intérprete Bruna Alves, artista com deficiência visual, e o poeta e músico Miguel Marinho, representante do Sertão do Pajeú.
O formato reduzido prioriza a expressividade corporal, a musicalidade e a poesia falada, sem recorrer à literalidade para construir a dramaticidade da história.
Segundo Maria Paula Rêgo, diretora da montagem, o espetáculo amplia questões já presentes no texto original de Suassuna. “A montagem atual mergulha em temas que já estavam presentes no texto de Suassuna, ainda que de forma mais implícita, como feminicídio, abuso e violência estrutural contra a mulher”, afirma.

Música e tradição popular aproximam Nordeste e Amazônia
Outro destaque da montagem é a trilha sonora, composta por músicas do conjunto Encanto em Poesia, inspiradas na tradição oral e na musicalidade sertaneja. A presença de Miguel Marinho reforça esse universo por meio da glosa, da poesia falada e da música regional.
Pela primeira vez, o Grupo Grial assume de maneira mais explícita a fusão entre teatro, dança, música e poesia, aproximando elementos da cultura popular de uma estética contemporânea.
A temporada em Belém também propõe um diálogo entre tradições culturais do Nordeste e da Amazônia, conectadas pela oralidade, musicalidade e forte dimensão poética.
Programação inclui debates e oficina
Além das apresentações, a programação contará com ações formativas abertas ao público. Estão previstas duas edições da “Conversa na Boca de Cena”, nos dias 15 e 16, às 16h30, além de uma oficina de dança no dia 17, às 10h.
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No dia 15 de maio, às 19h, haverá ainda uma sessão com tradução em Libras.
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