Toda mãe carrega dentro de si pequenos ensinamentos que, muitas vezes, atravessam gerações sem que ela perceba. Estão nos gestos simples, na forma de cuidar, no carinho colocado em cada detalhe e até na maneira de reunir a família ao redor da mesa. E foi justamente assim, entre afeto, encontros e memórias construídas dentro de casa, que começou a história de Edila Porto e Manuella Porto.
Neste Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), mãe e filha celebram os laços de sangue e uma conexão construída por meio do amor, da parceria e de uma profissão que uniu ainda mais as duas. A data deste ano ganhou um significado ainda mais especial para Manuella, que completa 37 anos justamente no Dia das Mães.
O momento também simboliza para a família a continuidade entre gerações marcadas pelo afeto, pela união e pelas celebrações vividas juntas ao longo da vida. Além das homenagens e memórias familiares, o aniversário de Manuella acaba se transformando também em uma extensão da própria comemoração do Dia das Mães dentro da família Porto.

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Formada em Direito e Letras, Edila Porto, de 61 anos, atua há 25 anos como cerimonialista. Mas a essência da profissão surgiu muito antes dos eventos. Veio da infância, observando a própria mãe, Edila Emília, de 91 anos, transformar momentos simples da família em ocasiões especiais.
“A minha mãe sempre gostou e organizou as festas da família. Nossos almoços do dia a dia eram sempre enfeitados e preparados com carinho e muito afeto. Então, esse universo me encantou desde sempre”, relembra.
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Sem imaginar, aqueles detalhes vistos ainda menina acabaram se tornando parte da mulher e da mãe que Edila construiria anos depois. E foi justamente dentro de casa que esse amor pelos eventos encontrou continuidade.
Manuella Porto, de 37 anos, filha de Edila e formada em Design de Moda, cresceu acompanhando de perto a rotina da mãe. O que começou como ajuda acabou virando destino. “Comecei ajudando ela e, quando vi, já estava completamente envolvida na profissão”, conta Manuella.
Edila lembra que a filha começou a ajudá-la ainda muito jovem e que, aos poucos, foi conquistando espaço e confiança dentro da profissão. “Manu me ajuda desde os 16 anos, então já se vão 20 anos de caminhada juntas. Um dia, encorajadas por uma cliente que disse: ‘Pode mandar a Manu sozinha que ela dará conta’, e com o suporte da Fátima Petróla, a Manu criou asas”, conta emocionada.
A mudança aconteceu de forma natural. Com a saída das antigas sócias da mãe, Manuella passou a participar mais das reuniões e eventos. Quando percebeu, já havia mudado completamente o rumo profissional.
Ao longo dos anos, a relação entre mãe e filha ganhou ainda mais força por meio do trabalho, que fortaleceu ainda mais a conexão entre as duas.
Acredito que a gente se completa. Apesar de fazer muitas festas sozinha, gosto mesmo é quando estamos juntas e posso olhar para o lado e dizer: ‘Ela resolve
afirma Manuella, ao falar da admiração que sente pela mãe,Para Edila, ver a filha consolidando sua própria carreira profissional sempre foi motivo de orgulho. “Sempre disse que ela era a minha melhor representação e isso tem se comprovado ao longo desses quase 15 anos de voo solo dela.”
Além da parceria profissional, Edila afirma que sempre buscou transmitir à filha valores que considera essenciais dentro da profissão. “Sempre disse a ela que precisamos ter comprometimento com o sonho do cliente, porque para nós é uma festa, mas para o cliente é a festa sonhada, pensada e esperada com ansiedade.”

Segundo Edila, a maternidade também influenciou diretamente na profissional que ela se tornou ao longo da vida. “O cerimonial não era minha principal atividade por muitos anos, porém a busca por um ganho extra me levou até aqui. E claro, visando uma vida com mais oportunidades aos meus filhos, como eu tive.”
Edila define Manuella como “sua melhor representação”. Um orgulho que vai além da profissão e se mistura com o sentimento da maternidade.
Manu e eu temos muita sintonia emocional. Nos apoiamos e hoje, às vezes, até já trocamos de posição, o que enche meu coração de gratidão a Deus por essa filha tão especial que Ele me concedeu. Nas minhas orações, peço que a Emilia seja para a Manu o que ela, Manu, é para mim
Edila Porto,E foi justamente essa continuidade entre gerações que ganhou ainda mais significado no ensaio recente feito pela família. Na fotografia, estão reunidas quatro gerações: Edila Emília, de 91 anos, Edila Porto, de 61, Manuella, de 37 e a pequena Emilia, de 3 anos. Uma imagem carregada de memória, amor e afeto.


“Eu vivi esse momento com minha avó, mamãe, eu e a Manu pequena e nesse ensaio tivemos a felicidade de dar continuidade com a mamãe, eu, Manu e nossa Emilia. É a vida se repetindo com muita gratidão”, conta Edila.

Para ela, a família sempre foi o centro de tudo, tanto na vida pessoal quanto profissional. “Família é a base de tudo, é onde a vida começa e o amor nunca termina. É onde encontramos colo, suporte e abraços nas quedas e nas alegrias, e assim tem sido a minha vida toda.”
Hoje, já mãe, Manuella diz que passou a enxergar as comemorações e os encontros familiares de outra forma. “Depois que virei mãe, passei a olhar as comemorações com mais entusiasmo e carinho, admirar mais as famílias unidas e com valores.”

Para Edila, celebrar o Dia das Mães compartilhando também a profissão com a filha representa um sentimento de continuidade e orgulho construído ao longo dos anos.
Neste Dia das Mães, a história de Edila e Manuella emociona justamente por mostrar que o maior legado entre mães e filhas nem sempre está nas palavras. Às vezes, ele aparece nos detalhes mais simples, no cuidado, no exemplo, no amor compartilhado e nas histórias que continuam sendo escritas geração após geração.

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