A morte da cadela "Margarida" gerou forte comoção e indignação entre os moradores do município de Tucumã, no sul do Pará. O animal, que era considerado um símbolo local de superação, foi baleado no Bairro Alto Paraíso. O principal suspeito do crime é um empresário da cidade, que está sendo procurado pelas autoridades.
De acordo com o relatório do 86° Pelotão da Polícia Militar (36° BPM), a guarnição foi acionada para averiguar uma denúncia de disparos contra um animal. Ao chegarem ao endereço, os policiais constataram que a cadela já estava sem vida, apresentando lesões compatíveis com impactos de arma de fogo.
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Dinâmica do ocorrido
Testemunhas relataram aos policiais militares os detalhes que antecederam o crime:
• Confronto na via: Margarida estava na rua quando se envolveu em uma briga com outro cão.
• Os disparos: Mesmo após o fim da briga entre os animais, o homem apontado no relatório policial teria buscado uma arma de fogo e efetuado disparos contra a cadela.
• Fuga e óbito: Ferida, Margarida conseguiu correr em direção à casa de seus tutores, mas acabou não resistindo e morreu nas proximidades do imóvel.
A Polícia Militar realizou buscas na residência do suspeito logo após o chamado, mas ele não foi localizado. Os tutores e testemunhas registraram o caso na Delegacia de Polícia Civil de Tucumã para a abertura do inquérito. O caso é investigado com base no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que prevê pena de reclusão para práticas de maus-tratos a animais com resultado morte.

Mobilização e luto local
A história de Margarida era amplamente conhecida na região. Anos atrás, ela havia sido resgatada de uma situação de maus-tratos graves por integrantes da Associação de Proteção Animal de Tucumã (APATUC). Após receber tratamento médico e recuperação, ela foi adotada por um casal de tutores.
O caso provocou intensa mobilização nas redes sociais de moradores da cidade, que cobram uma resposta rápida das autoridades para a responsabilização do autor.
O animal foi sepultado no quintal da residência da família que o acolheu. Muito abalados com a perda, os tutores preferiram não gravar entrevistas e optaram por viver o período de luto de forma reservada.
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