A Polícia Civil do Pará formalizou um novo mandado de prisão preventiva contra um homem que havia sido capturado no dia 17 de junho em São Félix do Xingu, no sul do estado. O suspeito, que já possuía duas ordens de prisão em aberto por feminicídio e furto qualificado, agora é investigado por violência sexual. As vítimas são a sua própria filha, de três anos, e a sua enteada, de apenas cinco anos.
A ação foi coordenada pela equipe do delegado Jesus Silva, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Criança e Adolescente (Deam/Deaca). De acordo com a autoridade policial, as investigações sobre os abusos contra as crianças já estavam em andamento.
No entanto, por se tratarem de mandados antigos os que motivaram a primeira detenção, havia o risco real de que o suspeito obtivesse o benefício da liberdade provisória, o que poderia comprometer a colheita de provas e a segurança das vítimas.
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Diante do cenário, a Polícia Civil intensificou as diligências e apresentou um pedido de prisão preventiva ao Poder Judiciário, fundamentado nos indícios coletados pela equipe especializada. A Justiça acatou o requerimento, garantindo a permanência do homem sob custódia e impedindo que ele respondesse ao processo em liberdade. O investigado segue detido na região e está à disposição do Poder Judiciário do Pará.
A captura inicial do suspeito mobilizou agentes da segurança pública devido à gravidade do histórico criminal do suspeito. O mandado de prisão por feminicídio havia sido expedido pela comarca de Conceição do Araguaia, também no Pará, enquanto a ordem judicial por furto qualificado decorria da comarca de Colmeia, no estado do Tocantins. A soma dessas infrações penais já o colocava na condição de foragido da Justiça de dois estados federativos.
Em nota oficial, a Polícia Civil, por meio da Deam/Deaca de São Félix do Xingu, reforçou a importância do trabalho investigativo contínuo voltado à proteção de populações vulneráveis. A instituição reafirmou o seu compromisso institucional no enfrentamento rigoroso a crimes praticados contra crianças e adolescentes, destacando o empenho em punir os autores. Os nomes das menores e detalhes específicos da dinâmica dos abusos foram preservados pelas autoridades, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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