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ESTAVAM DE MOTO

Ação da Polícia termina em morte de dois pedreiros, veja

Pedreiros em motocicleta teriam sido confundidos com criminosos; revolta gera protestos e bloqueios em rodovias federais e estaduais

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Imagem ilustrativa da notícia Ação da Polícia termina em morte de dois pedreiros, veja camera Parentes e vizinhos cercam o local do crime no Jardim Catarina; revoltada, população denuncia que pedreiros portavam apenas ferramentas de trabalho. | Reprodução

Dois trabalhadores da construção civil foram mortos a tiros por policiais militares, no início da manhã de ontem, no Jardim Catarina, em São Gonçalo. Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, seguiam de motocicleta para o trabalho quando foram baleados na Avenida Doutor Albino Imparato, a principal via do bairro.

Testemunhas afirmam que as vítimas carregavam marmitas e ferramentas, e que um dos utensílios de trabalho teria sido confundido com uma arma pelos agentes.

Os corpos ficaram em frente a um templo religioso, cercados por moradores revoltados. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 9h15 para fazer a remoção.

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Segundo a porta-voz da corporação, tenente-coronel Cláudia Moraes, os PMs integravam uma operação de apoio a uma empresa de telefonia na localidade da Ipuca, região sob forte influência da facção Comando Vermelho.

A morte dos pedreiros desencadeou uma onda de protestos e momentos de pânico na região. Manifestantes atearam fogo em pneus e interromperam o fluxo de veículos na BR-101 e na RJ-104.

Marcelo foi um dos mortos no Jardim Catarina
📷 Marcelo foi um dos mortos no Jardim Catarina |Reprodução

Houve registro de um ônibus sequestrado por criminosos na rodovia federal, onde o motorista foi obrigado a entregar a chave da ignição. O policiamento precisou ser reforçado por batalhões especiais.

Em nota, a PM lamentou as mortes e informou o afastamento imediato dos agentes envolvidos. As armas foram apreendidas e as imagens das câmeras corporais serão analisadas. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Em Brasília, a Comissão de Direitos Humanos da Alerj classificou o episódio como "inadmissível" e cobrou rigor nas investigações.

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