A Polícia Civil de São Paulo investiga a tentativa de homicídio contra o procurador do município de São Paulo e professor Giulian Salvador de Lima Regis, de 30 anos. Ele foi esfaqueado pelo companheiro, Gabriel Conceição Costa, de 19 anos, na última terça-feira (19/5), no bairro Parque Rincão, em Cotia, na região metropolitana da capital.
O suspeito fugiu após o crime e segue foragido. Além da tentativa de assassinato, a investigação apura o crime de fraude processual, já que existem indícios de que o agressor tentou modificar a cena do crime para despistar as autoridades.
O socorro à vítima foi prestado pelo próprio pai do agressor. Em depoimento à polícia, ele relatou que chegou ao local e confrontou o filho ao encontrar o procurador ferido, enrolado em uma toalha e com intenso sangramento.
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Diante da gravidade, o homem afirmou ao filho que acionaria a polícia e levou o genro imediatamente ao pronto-socorro. Conforme o boletim médico divulgado pela Prefeitura de Cotia, Giulian foi atingido por golpes de faca no tórax, no pescoço e no braço. Ele foi transferido para um hospital estadual da região, onde permanece internado. A motivação do crime ainda é desconhecida.
Trajetória marcada por superação
A violência interrompe temporariamente uma história que vinha sendo tratada como um exemplo de superação no meio acadêmico. Conhecido entre colegas e alunos como um "gênio dos concursos", Giulian Regis divide a rotina do cargo público na Procuradoria de São Paulo — assumido em 2024 — com as aulas que ministra em um curso preparatório para certames públicos.
A estabilidade atual contrasta com um passado de perdas sucessivas. Giulian ficou órfão de mãe em 2002 e perdeu o pai em 2010. Criado pela avó e pela irmã mais velha, enfrentou o falecimento da avó em 2011, aos 15 anos.
Em relatos publicados nas redes sociais, ele detalhou que, a partir dali, passou a "morar na escola e, depois, na faculdade". Em 2017, um ano após ingressar no ensino superior, sua irmã também faleceu. As causas das mortes dos familiares não foram divulgadas.
Sem rede de apoio, Giulian formou-se em Direito por uma universidade federal em 2020. Na época, residia em um cortiço e dependia do auxílio emergencial de R$ 350, pago durante a pandemia de Covid-19, para subsistir.
A virada na vida pessoal e profissional começou em agosto de 2022, quando conquistou o 10º lugar no concurso para delegado de Polícia Civil em Minas Gerais, disputado por 24 mil candidatos. Posteriormente, ele foi aprovado em outros três concursos para procurador municipal, até fixar-se na capital paulista.
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