Uma operação de combate à criminalidade realizada na tarde desta quinta-feira (14), em Marabá, no sudeste paraense, resultou na morte de dois suspeitos e na fuga de outros quatro. A ação, concentrada na Vila Nova Canaã — popularmente conhecida como Vila do Rato —, mobilizou um expressivo efetivo do Batalhão de Missões Especiais (BME) e faz parte da ofensiva estadual contra o crime organizado.
Os mortos foram identificados como Maycon Patrício Rocha, o "Loirin", e Romulo Araújo Feitosa. De acordo com informações do comando da Polícia Militar, a incursão teve início por volta das 15h, com o objetivo de desarticular pontos de venda de entorpecentes e enfraquecer a influência de facções criminosas que atuam no perímetro, gerando insegurança entre os moradores locais.
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Confronto e apreensões
As equipes policiais avançaram pela localidade, situada no prolongamento da Avenida Getúlio Vargas, quando foram recebidas a tiros. Segundo o Tenente-coronel Bruno Teixeira, comandante do BME, os suspeitos tentaram escapar entrando em uma área de charco e vegetação densa, pertencente a uma antiga olaria da região.

"Ao entrarem na mata, os acusados efetuaram novos disparos contra as guarnições. Visando resguardar a integridade dos policiais, houve o revide à agressão, o que resultou no óbito dos dois indivíduos", detalhou o comandante. Após o cessar-fogo, os militares apreenderam as armas utilizadas pela dupla, além de porções de drogas, cédulas de dinheiro trocado e apetrechos comumente utilizados para o preparo e transporte de entorpecentes. Todo o material foi encaminhado para a delegacia local.
Diligências e estratégia estadual
A Polícia Civil de Marabá deverá abrir um inquérito policial para identificar os quatro homens que conseguiram fugir durante o cerco. As autoridades confirmaram que as buscas continuam na região e novas prisões podem ocorrer a qualquer momento.
A intervenção em Marabá está inserida no contexto da "Operação Fim de Linha", uma diretriz da governadora Hana Ghassan Tuma que abrange todo o estado do Pará. A estratégia foca no monitoramento contínuo e no enfrentamento direto às organizações criminosas. Segundo o governo estadual, a operação não tem data para ser encerrada e visa garantir a presença do Estado em áreas historicamente dominadas pelo tráfico.
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