A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a execução de um casal ocorrida na última quarta-feira (29), na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.
Igor Dante Santos, de 29 anos, e Ariane Anselmo Cortes, de 32, foram atingidos por diversos disparos em plena luz do dia. Ariane estava grávida; nem ela nem o bebê sobreviveram ao ataque.
De acordo com as primeiras informações colhidas pela Polícia Civil, o casal não tinha qualquer envolvimento com a criminalidade. Eles teriam ido à comunidade com um propósito estritamente familiar: buscar uma encomenda para o chá de bebê do primeiro filho, um menino.
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A principal linha de investigação aponta para um erro fatal cometido por criminosos que controlam a região.
Hipótese de confusão
Investigadores da DHC trabalham com a tese de que Igor Dante, que atuava como supervisor de vendas, tenha sido confundido com um cobrador de milícia — grupo paramilitar rival da facção que atualmente domina o Terreirão. O jovem morreu no local antes de receber socorro. Ariane, formada em biomedicina, chegou a ser levada a um hospital da rede municipal em estado gravíssimo, mas a gravidade das perfurações impediu que a equipe médica salvasse a mãe e a criança.
Luto e indignação
O crime chocou moradores e repercutiu intensamente nas redes sociais ao longo de toda a quinta-feira. Familiares descreveram o casal como pessoas trabalhadoras e dedicadas ao sonho de construir uma família. "Eram jovens com um futuro inteiro pela frente, interrompido por essa violência irracional que assola o nosso estado", desabafou um parente que preferiu não se identificar.
O episódio reacende o debate sobre a insegurança crônica enfrentada por civis que circulam em áreas sob influência do crime organizado. A Zona Oeste tem sido palco de conflitos territoriais intensos entre traficantes e milicianos, transformando trajetos rotineiros em riscos mortais para a população.
Até o momento, ninguém foi preso. Agentes buscam imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas que possam ajudar na identificação dos atiradores. A Polícia Civil reforça que informações que auxiliem no caso podem ser passadas de forma anônima ao Disque Denúncia.
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