O Pará se consolidou no centro das atenções do mercado internacional com o avanço da corrida pelos chamados minerais críticos e estratégicos. Recursos como lítio, terras raras, grafite, níquel, cobre e nióbio — fundamentais para a fabricação de baterias, veículos elétricos e tecnologias de baixo carbono — posicionam o estado e o Brasil como atores cruciais no processo de transição energética global.
A discussão ganhou novo fôlego com o fortalecimento da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), alinhada às metas do Plano Nacional de Mineração 2050. A diretriz prevê expandir a fatia brasileira na produção mundial desses insumos dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A presença de reservas expressivas e uma matriz elétrica predominantemente renovável reforçam a vantagem competitiva do país, atraindo o interesse de cadeias produtivas de tecnologia e defesa.
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Apesar das perspectivas favoráveis, especialistas e lideranças do setor mineral apontam que a posse de grandes reservas não garante o protagonismo econômico. O grande desafio do Pará e do país consiste em superar a dependência da exportação de matéria-prima bruta e avançar no beneficiamento, refino e transformação industrial dentro do próprio território.
A consolidação dessa cadeia exige segurança jurídica, regulação clara e políticas públicas capazes de transformar a riqueza do solo em desenvolvimento regional, renda e empregos qualificados.
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