Uma megaoperação liderada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), desferiu um duro golpe contra o garimpo ilegal no Sul do Pará.
Batizada de Operação Xapiri Mebêngôkré, a ofensiva ocorreu entre os dias 17 e 18 de junho, mirando pontos estratégicos de exploração mineral na Terra Indígena Kayapó.
A incursão concentrou-se em áreas dos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Cumaru do Norte e Bannach.
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O objetivo principal da força-tarefa foi sufocar a logística dos criminosos, desarticulando estruturas montadas para a extração ilícita de minérios e estancando a degradação ambiental que ameaça diretamente a subsistência e os direitos dos povos originários que habitam a região.
O balanço das apreensões e inutilizações impressiona pelo volume de capital investido no crime. Durante os dois dias de mata fechada, os agentes localizaram e destruíram 32 escavadeiras hidráulicas — maquinário de alto custo usado para rasgar o solo e destruir leitos de rios.
Também foram inutilizados 23 motores, dois caminhões, duas carretas, dois tratores, cinco geradores, quatro motosserras, oito motocicletas, três caminhonetes e cerca de 10,2 mil litros de combustível que abasteceriam o maquinário pesado.

A infraestrutura dos garimpeiros contava com suporte técnico e logístico avançado: nove acampamentos base e duas oficinas mecânicas foram completamente destruídos. No local, os policiais ainda apreenderam 23 gramas de ouro, duas armas de fogo com munições e uma antena de internet via satélite, que garantia a comunicação dos criminosos em áreas isoladas.
Duas aves mantidas em cativeiro irregular foram resgatadas. Ninguém foi preso na ação, mas os materiais coletados servirão de base para dar continuidade aos inquéritos que buscam identificar os financiadores do esquema.
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