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Jovens do Pará usam menos camisinha que a média nacional

Dados do IBGE revelam que a iniciação sexual precoce e o baixo acesso a métodos gratuitos desafiam a saúde jovem no estado.

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Imagem ilustrativa da notícia Jovens do Pará usam menos camisinha que a média nacional camera A falta de informação e proteção reflete diretamente nos índices de gravidez na adolescência. | Reprodução

O Pará enfrenta desafios críticos na saúde sexual e reprodutiva de seus jovens. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), divulgada pelo IBGE, o uso de preservativos entre estudantes de 13 a 17 anos no estado está abaixo da média brasileira, expondo uma lacuna preocupante no acesso à informação e aos métodos de prevenção.

O levantamento aponta que 30,4% dos estudantes paraenses já iniciaram a vida sexual. Embora o índice seja inferior à média nacional (36,1%), a forma como essa iniciação ocorre acende um alerta: 40,1% tiveram sua primeira experiência até os 13 anos de idade.

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Barreiras na Prevenção

A proteção na "primeira vez" foi adotada por apenas 56,5% dos adolescentes no Pará, enquanto no Brasil esse número chega a 61,7%. O cenário de risco persiste nas relações subsequentes, com apenas 55,5% afirmando ter usado camisinha na última relação sexual.

Um dos dados mais alarmantes refere-se ao acesso gratuito:

Ranking Negativo: O Pará registrou o menor percentual do país (45%) de alunos que receberam orientação sobre como obter preservativos gratuitamente.

Forma de Obtenção: A maioria (35,1%) ainda precisa comprar o item em farmácias ou mercados, enquanto apenas 19,5% acessam via serviços públicos de saúde — o menor índice da Região Norte.

Gravidez e Desigualdade

A falta de informação e proteção reflete diretamente nos índices de gravidez na adolescência. Entre as estudantes que já tiveram relação sexual, 10,7% engravidaram ao menos uma vez. A desigualdade social é evidente: na rede pública, o índice é de 11,2%, enquanto na rede privada cai para 1,4%.

O Papel da Escola

Embora o tema esteja presente no ambiente escolar, com 63,4% dos alunos relatando ter recebido orientações sobre prevenção da gravidez, a eficácia dessas mensagens é questionada pelos especialistas, já que as orientações sobre ISTs e HIV (65,3%) ainda estão abaixo da média nacional (71,4%).

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