A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) anunciou que o imunobiológico Nirsevimabe já está disponível em todas as salas de vacina do Pará. O novo recurso é uma arma estratégica contra o Vírus Respiratório Sincicial (VSR), principal causador de 80% dos casos de bronquiolite em bebês, especialmente no período de chuvas na região amazônica.
Diferente das vacinas comuns, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção direta e imediata. Ele complementa a vacinação para gestantes, que já integra o calendário nacional desde 2025.

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Quem deve receber?
O público-alvo é restrito a grupos de maior vulnerabilidade, divididos em dois critérios principais:
- 1. Prematuros: Bebês que nasceram com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e seis dias. Para este grupo, a aplicação ocorre durante todo o ano.
- 2. Crianças com comorbidades: Menores de até 1 ano, 11 meses e 29 dias que possuam condições como cardiopatia congênita, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares ou imunodeficiências graves. Nestes casos, a aplicação segue a sazonalidade de fevereiro a setembro.
Fluxo de Atendimento
De acordo com a coordenadora estadual de Imunizações, Jaíra Ataíde, o produto já foi distribuído para as redes municipais.
• Maternidades do SUS: Prematuros podem receber a dose logo após o nascimento em maternidades cadastradas.
• Unidades Básicas de Saúde: Disponível para o grupo de comorbidades e para o resgate de prematuros que não foram imunizados ao nascer (até os 5 meses e 29 dias).
Para solicitar o anticorpo fora das maternidades de referência, é necessário apresentar relatório ou laudo médico com carimbo e assinatura do profissional.
Alerta para a Bronquiolite
A Sespa reforça que a bronquiolite começa como um resfriado comum (coriza e tosse leve), mas pode evoluir rapidamente a partir do terceiro dia. Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais de alerta como:
• Esforço respiratório (costelas afundando ao respirar);
• Chiado no peito e respiração rápida;
• Recusa alimentar e arroxeamento nos lábios ou unhas.
Como não existe um remédio específico para "curar" o vírus, a prevenção por meio do Nirsevimabe e da vacinação materna é considerada a medida mais eficaz para salvar vidas e reduzir internações pediátricas.
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