Terminou neste sábado (28) o prazo oficial para que os sojicultores paraenses realizassem a atualização cadastral obrigatória da safra 2025/2026. A medida, coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), é uma ferramenta vital para o controle da ferrugem asiática e o monitoramento sanitário das plantações em todo o território estadual.
A partir deste domingo (1º), os produtores que não se regularizaram pelo sistema on-line estão em descumprimento com a Lei Estadual nº 7.392/2010. Além de multas, a falta do cadastro impede o acompanhamento técnico oficial, essencial para prevenir a propagação do fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode causar a perda precoce das folhas e reduzir drasticamente a produtividade.
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Expansão da soja no Pará
Dados da Adepará revelam que a soja segue em franca expansão no estado. Municípios como Curionópolis, Eldorado do Carajás, Marabá e Pacajá registraram aumento no número de propriedades agrícolas dedicadas ao grão. Em Eldorado do Carajás, por exemplo, o número de unidades produtoras subiu de quatro para seis nesta safra.
A engenheira agrônoma Nubia Vasconcelos, gerente do Programa de Pragas de Importância Econômica, reforça que o monitoramento é indispensável, especialmente em regiões onde o plantio é recente, como Vitória do Xingu, onde as equipes da Adepará intensificaram as ações de educação sanitária e inspeção de pragas.
Fiscalização e Próximos Passos
Com o fim do prazo, a Adepará deve iniciar o cruzamento de dados para identificar áreas não declaradas. O produtor que realizou o cadastro deve manter arquivada toda a documentação apresentada (comprovantes de taxa, declaração de vazio sanitário e contratos de arrendamento) para eventuais fiscalizações presenciais das equipes fitossanitárias.
A regularização do cadastro anual é o que garante ao Pará o status de produção segura e competitiva no mercado nacional de grãos.
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