A doença de Peyronie é uma condição adquirida ao longo da vida caracterizada pelo surgimento de placas de fibrose sob a pele do pênis. O acúmulo desordenado de tecido cicatricial reduz a elasticidade do órgão, podendo provocar curvatura anormal, encurtamento da estrutura e dor, o que dificulta ou até mesmo impede a prática sexual.
De acordo com especialistas, a principal causa do problema são os repetidos microtraumas e pequenos estiramentos durante a ereção que não cicatrizam de forma adequada. Fatores como diabetes, hipertensão e alterações no tecido conjuntivo também aumentam a predisposição ao desenvolvimento da anomalia.
Veja também
- Trabalhadores podem receber até R$ 1.621 de Abono Salarial em 2026
- Guia de benefícios sociais do governo: saiba quais você pode receber
- Motociclista de 79 anos faz 3ª expedição na Transamazônica
Diferente da curvatura congênita — que acompanha o indivíduo desde o nascimento e não gera incômodos —, a doença de Peyronie se manifesta repentinamente. Quando a deformidade ultrapassa 30 graus, a penetração torna-se desconfortável, o que pode desencadear ansiedade, perda de autoestima e quadros depressivos nos pacientes.
Fases da doença e opções de tratamento
O desenvolvimento da condição ocorre em duas etapas distintas:
• Fase Aguda: Caracterizada por processos inflamatórios, dores durante a ereção ou em repouso e início da deformação do órgão.
• Fase Crônica: A dor diminui drasticamente, mas ocorre a consolidação e a estabilização da fibrose e da curvatura.
O tratamento varia conforme o estágio da doença. Na fase inicial, utilizam-se medicamentos analgésicos, terapias injetáveis e dispositivos de tração para minimizar a deformidade. Quando o quadro se estabiliza e impede a relação sexual, a intervenção cirúrgica é indicada. Entre as alternativas em estudo destaca-se a técnica auxética, que busca corrigir a curvatura e restaurar o comprimento peniano sem a necessidade de enxertos.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar