A adesão à musculação e aos treinos de força costuma encontrar seu maior gargalo nos primeiros 90 dias de prática. Segundo o especialista em fisiologia do exercício e biomecânica José Adeirton, a transição do sedentarismo para uma vida fisicamente ativa exige paciência e estratégias realistas para que o hábito se consolide ao longo do período de adaptação, que leva cerca de quatro meses.
Abaixo, o profissional lista as cinco atitudes mais comuns que comprometem a motivação e levam os praticantes a abandonar a rotina de exercícios:
1. Foco exclusivo em resultados imediatos
Buscar transformações estéticas drásticas em poucas semanas é uma das principais fontes de frustração. O processo de adaptação do organismo ocorre de maneira progressiva. Indicadores como melhora na qualidade do sono, aumento da disposição diária e ganho inicial de força devem ser celebrados antes mesmo das mudanças visíveis no espelho.
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2. Carga e frequência excessivas no início
Iniciar a rotina treinando de cinco a seis vezes por semana com alta intensidade eleva o risco de dores musculares tardias extremas, esgotamento e lesões. A recomendação para iniciantes é focar na consistência, começando com três a quatro sessões semanais ajustadas ao nível do praticante.
3. Falta de planejamento na agenda
Deixar a ida à academia condicionada ao tempo livre faz com que qualquer imprevisto se torne um obstáculo para faltar. Definir dias e horários fixos — além de deixar roupas e alimentação pré-organizadas — transforma a atividade física em um compromisso inegociável da rotina.
4. Execução de treinos sem orientação
Utilizar equipamentos sem o devido conhecimento ou seguir fichas genéricas pode resultar em gasto ineficiente de energia e risco de lesão. O acompanhamento da equipe técnica da academia é fundamental para ajustar os movimentos e garantir uma progressão segura de carga.
5. Comparação com a evolução alheia
Comparar o desempenho ou o biotipo de quem está começando com o de pessoas que treinam há anos gera desmotivação. O parâmetro adequado de evolução deve ser o próprio histórico, observando o progresso na execução dos movimentos e no ganho de resistência em relação às semanas anteriores.
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