O Sindicombustíveis do Pará emitiu uma nota técnica para esclarecer a população sobre os condicionantes econômicos que têm pressionado os custos de aquisição da gasolina no estado. Segundo a entidade, a volatilidade no valor do petróleo Brent no mercado internacional — influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio — acumulou uma elevação superior a 26% em julho, saltando de aproximadamente US$ 71,60 para ultrapassar a marca de US$ 90,00 o barril no encerramento do mês.
O cenário de encarecimento global é agravado pela apreciação do dólar frente ao real, combinação que afeta de forma direta toda a cadeia de suprimentos e refino no país. O sindicato ressaltou que a flutuação de preços observada nas refinarias e distribuidoras privadas decorre de variáveis macroeconômicas externas sobre as quais as revendas regionais não têm ingerência.
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ESTRUTURA DE REPASSE E LIVRE CONCORRÊNCIA
Em esclarecimento sobre a dinâmica do setor, o Sindicombustíveis-PA frisou que os postos de combustíveis integram a ponta final da distribuição e não determinam os preços de custo dos insumos. O produto é adquirido de distribuidoras credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), cabendo aos estabelecimentos apenas o repasse dos valores de reposição definidos pelo mercado atacadista.
A entidade informou ainda que cumpre determinação legal que a proíbe de realizar levantamentos ou interferir na fixação de preços praticados pelas empresas revendedoras. A formação do valor final ao consumidor nas bombas é pautada exclusivamente pelas regras de livre concorrência, capacidade logística e condições contratuais individuais de cada empresa revendedora.
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