A expectativa de milhares de concurseiros por uma seleção expressiva no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi adiada. O pedido para a abertura de 10 mil vagas, encaminhado pelo Ministério da Previdência Social, continua sem o aval do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Com a aproximação das eleições e o início do chamado defeso eleitoral, as tratativas para a liberação de novos cargos federais devem ficar congeladas até o fim de outubro.
O bloqueio da demanda e a negativa emergencial
O INSS tentou emplacar a autorização do certame antes do início das restrições do calendário político. O governo federal chegou a publicar um pacote de autorizações que contemplou órgãos como a Receita Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Banco Central, mas a autarquia previdenciária acabou ficando de fora da lista.
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Nem mesmo um plano de contingência foi aceito pela equipe econômica do Executivo. A diretoria do instituto havia apresentado uma solicitação emergencial para o provimento de 2 mil vagas imediatas — correspondente a um quinto da necessidade total —, mas o pleito também acabou sendo barrado pelo MGI.
Estrutura do pedido e salários atrativos
A proposta de contratação detalha oportunidades para profissionais com diferentes níveis de escolaridade:
• Técnico do Seguro Social: Destinado a candidatos com ensino médio completo, o cargo soma 8.501 vagas no pedido, oferecendo remuneração inicial de R$ 6.041,63.
• Analista do Seguro Social: Voltado a profissionais com nível superior, a carreira conta com 1.499 vagas solicitadas e salário inicial de R$ 9.371,30.
Recomposição a passos lentos
A defasagem de pessoal no órgão é um problema crônico. Diante do cenário de restrição orçamentária, a estratégia adotada pelo Executivo tem sido a de recompor os quadros de forma fracionada.
De acordo com o ministro Wolney Queiroz, a gestão tem priorizado pequenos certames e contratações pontuais — como os recentes editais para peritos médicos e analistas de assistência social — antes de dar sinal verde para um processo seletivo de grande escala. A expectativa da pasta é que uma janela fiscal mais favorável se abra para viabilizar um concurso de grande porte a partir do próximo ano.
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