O Papilomavírus Humano (HPV) se mantém como a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum em todo o mundo, afetando diretamente a pele e as mucosas do corpo humano. Embora alguns subtipos do vírus apresentem baixo risco e provoquem apenas verrugas comuns, outras variações são altamente perigosas. Esses tipos mais graves estão diretamente associados ao desenvolvimento de infecções genitais crônicas e de diversas doenças oncológicas.
De acordo com especialistas da área de oncologia, o HPV é o agente responsável por praticamente a totalidade dos casos de câncer de colo de útero. Além disso, a presença do vírus está fortemente vinculada ao surgimento de tumores malignos na vagina, no pênis, no ânus e na garganta.
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Dados oficiais do Instituto Nacional de Câncer (INCA) reforçam esse panorama alarmante, mostrando que o vírus está associado a 88% dos casos de câncer de ânus, 78% dos de vagina e 50% dos diagnósticos de câncer de pênis no país.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que a vacinação regular é a estratégia mais eficaz para frear a infecção e evitar o avanço dessas doenças. O esquema vacinal recomendado deve ser administrado idealmente em jovens de 9 a 14 anos, preferencialmente antes do início da atividade sexual, período em que a eficácia do imunizante atinge seu potencial máximo. Para o público geral dessa faixa etária, a proteção é feita em até duas doses, enquanto pessoas com o sistema imunológico comprometido demandam de duas a três doses.
No Brasil, o imunizante é distribuído de forma totalmente gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde alerta que, embora as primeiras manifestações possam surgir meses após o contágio, o vírus pode agir de forma silenciosa e levar até 20 anos para manifestar sinais graves. Por essa razão, os órgãos de saúde reforçam que a vacinação de homens e mulheres deve ser encarada como uma pactuação coletiva de saúde pública, essencial para quebrar a corrente de transmissão, superar estigmas e salvar vidas.
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