O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de um novo teste genético gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, diretamente associados ao câncer de mama.
A tecnologia, aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), tem um prazo de até 180 dias para começar a ser ofertada em toda a rede pública do país. O exame é considerado uma peça-chave para aumentar a precisão dos diagnósticos e a eficácia das terapias oferecidas às pacientes.
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O teste será destinado inicialmente a mulheres que já possuem o diagnóstico da doença. A identificação dessas mutações genéticas é fundamental, pois mulheres com alterações nos genes BRCA podem ter um risco entre 60% e 80% maior de desenvolver tumores ao longo da vida.
Além de guiar o tratamento da paciente, o resultado serve como um alerta para familiares, que podem iniciar protocolos de acompanhamento intensivo ou medidas preventivas precoces para reduzir riscos hereditários.
A análise genética permite ainda a adoção de estratégias terapêuticas mais assertivas. Com o resultado em mãos, médicos podem indicar medicamentos modernos, como os bloqueadores da enzima PARP, que apresentam melhores resultados em tumores com esse perfil genético.
Segundo o governo federal, a iniciativa visa não apenas tratar o câncer de forma mais personalizada, mas também fortalecer a rede de prevenção e o suporte às famílias afetadas por mutações genéticas hereditárias.
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