A hipertensão arterial, tradicionalmente associada ao envelhecimento, apresenta um avanço preocupante entre as novas gerações. Um levantamento internacional publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health aponta que a prevalência da doença em pessoas com até 19 anos praticamente dobrou nos últimos 20 anos. A taxa global saltou de pouco mais de 3% no ano 2000 para mais de 6% em 2020, o que representa cerca de 114 milhões de jovens afetados mundialmente.
O estudo reuniu dados de 96 pesquisas realizadas em 21 países, abrangendo mais de 443 mil participantes. No cenário nacional, os números também são alarmantes: o Ministério da Saúde estima que quase 30% da população brasileira conviva com a condição, que figura como um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças renais.
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De acordo com especialistas, embora a genética tenha sua relevância, o estilo de vida é o fator decisivo para o surgimento precoce da doença. O consumo excessivo de sal e alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, o aumento do tempo de exposição a telas e a obesidade infantil são as causas mais associadas ao crescimento das estatísticas.
A natureza silenciosa da hipertensão dificulta o diagnóstico em jovens, que muitas vezes não apresentam sintomas claros. Por isso, a recomendação médica é o acompanhamento regular da pressão arterial desde a infância, especialmente para aqueles com histórico familiar ou hábitos pouco saudáveis. A prevenção envolve mudanças simples na rotina, como a prática regular de exercícios físicos e a manutenção de uma alimentação equilibrada.
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