A dificuldade para engravidar é um desafio que vai além dos fatores mais conhecidos, como a idade da mulher ou problemas hormonais clássicos. Embora condições como a síndrome dos ovários policísticos, a endometriose e obstruções tubárias sejam as causas mais frequentes, a medicina reprodutiva tem dado atenção crescente a fatores que muitas vezes passam despercebidos.
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O que pode estar por trás da dificuldade de engravidar
Especialistas ouvidas pelo Metrópoles explicam que a infertilidade é frequentemente multifatorial. Entre as causas menos debatidas estão:
• Distúrbios hormonais silenciosos: Alterações na tireoide e a hiperprolactinemia (excesso de prolactina) podem interferir diretamente no ciclo ovulatório sem apresentar sintomas evidentes.
• Doenças crônicas e autoimunes: Condições como diabetes, obesidade e doenças autoimunes alteram o funcionamento sistêmico do organismo, prejudicando o processo de concepção.
• Fatores imunológicos e genéticos: Alterações na receptividade do endométrio (o tecido que reveste o útero) e questões genéticas específicas podem impedir a fixação do embrião.
• Medicamentos: Algumas classes de fármacos, como certos antipsicóticos e anticonvulsivantes, podem impactar a ovulação.
O impacto do estilo de vida e do meio ambiente
Além das condições clínicas, o comportamento e a exposição ambiental desempenham um papel crucial:
• Disruptores endócrinos: Substâncias químicas presentes em plásticos, cosméticos e agrotóxicos podem mimetizar ou bloquear hormônios naturais, afetando a qualidade dos óvulos.
• Hábitos nocivos: O tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o sobrepeso continuam sendo fatores determinantes na redução da qualidade oocitária e na regularidade menstrual.
Quando buscar ajuda médica?
A recomendação para a investigação clínica segue critérios baseados na idade da mulher, garantindo intervenções mais ágeis quando necessário:
• Até 35 anos: A orientação é procurar um especialista após um ano de tentativas sem sucesso.
• Acima de 35 anos: Devido à redução natural na reserva e qualidade dos óvulos, a recomendação é buscar avaliação após seis meses de tentativas.
"A avaliação precoce é fundamental para identificar a causa e definir o melhor tratamento, aumentando significativamente as chances de sucesso", afirma a Dra. Bárbara Melo, especialista em reprodução humana.
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