O debate sobre os riscos das tatuagens ganhou um novo capítulo com a divulgação de estudos que investigam a relação entre os pigmentos e o câncer de pele. Uma pesquisa recente da Universidade de Lund, na Suécia, indica que pessoas tatuadas podem ter um risco 29% maior de desenvolver melanoma, o tipo mais agressivo da doença.
Embora a associação direta ainda seja considerada controversa pela comunidade médica, o alerta principal dos dermatologistas não reside apenas na composição da tinta, mas no "efeito camuflagem".
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O perigo de cobrir sinais
Especialistas explicam que tatuar sobre pintas e nevos é contraindicado. A tinta, especialmente em cores escuras, funciona como uma barreira que impede o exame dermatoscópico.
• Atraso no diagnóstico: Ao encobrir uma lesão, a tatuagem pode esconder mudanças de cor, bordas ou tamanho de uma pinta, retardando a detecção precoce do câncer.
• Reações inflamatórias: A introdução de pigmentos (substâncias estranhas ao corpo) pode desencadear alergias, dermatites e outras respostas imunológicas.
Cuidados essenciais
Para quem já possui ou deseja fazer tatuagens, as recomendações de proteção são fundamentais:
1. Proteção Solar: O uso de protetor solar na região tatuada é obrigatório para evitar a degradação do pigmento e danos causados pelos raios UV.
2. Hidratação: Manter a pele hidratada preserva a barreira cutânea e a nitidez do desenho.
3. Acompanhamento: Pessoas com muitas pintas devem visitar o dermatologista a cada seis meses. Para os demais, o exame clínico anual é o recomendado.
Para pacientes com histórico de psoríase, vitiligo ou alergias severas, os médicos sugerem uma avaliação rigorosa antes de realizar qualquer procedimento, já que o trauma da agulha pode desencadear novas lesões na pele.
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