O enfrentamento às mudanças climáticas, marcadas por secas extremas e tempestades, está impulsionando um novo motor econômico: as tecnologias climáticas (ou climatechs). Segundo o Fórum Econômico Global, a demanda por essas soluções deve gerar oportunidades de negócios de US$ 10,1 trilhões em todo o mundo até 2030, unindo inovação tecnológica e sustentabilidade.
O Papel da COP30 e do TIP
Um dos aceleradores desse mercado é o Programa de Implementação de Tecnologia (TIP), decisão consolidada durante a COP30, realizada em novembro de 2025 em Belém (PA). O programa visa facilitar o acesso de países em desenvolvimento a ferramentas que reduzam emissões e aumentem a resiliência das cidades. Especialistas apontam que o foco agora não é apenas validar novas tecnologias, mas escalonar as soluções que já existem.
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Brasil: Potencial vs. Investimento
Apesar de ser um gigante ambiental, o Brasil ainda enfrenta desafios para entrar no radar do capital estrangeiro:
• Fluxo Global: Em 2024, a América Latina recebeu menos de 1% dos US$ 92 bilhões investidos globalmente no setor.
• Desempenho Interno: Mesmo com pouco capital externo, o Brasil mobilizou R$ 2 bilhões e gerou 5 mil empregos em 2024 apenas com climatechs.
• Vantagens Competitivas: A vasta biodiversidade e centros de pesquisa de ponta colocam o país em posição de destaque para liderar soluções de impacto global.
Eixos de Atuação
Para organizar o ecossistema e atrair financiamento, o Fórum Brasileiro de Climatechs divide o setor em sete áreas estratégicas:
- 1. Energia e biocombustíveis;
- 2. Indústria e gestão de resíduos;
- 3. Agricultura e sistemas alimentares;
- 4. Florestas e uso do solo;
- 5. Água e saneamento;
- 6. Finanças climáticas;
- 7. Logística e mobilidade.
Atualmente, organizações brasileiras trabalham junto ao BNDES e ao Ministério de Pequenas e Médias Empresas para criar modelos de financiamento que facilitem a chegada dessas inovações ao mercado, especialmente no agronegócio, onde a tecnologia de adaptação climática já é uma realidade crescente.
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