Você acorda cansado, passa o dia se sentindo esgotado e, mesmo sem grandes crises aparentes, sente que sua mente está sempre no limite? A ciência do comportamento alerta que a resposta pode não estar em grandes problemas, mas em hábitos invisíveis. Atitudes normalizadas no dia a dia podem estar funcionando como "ralos" de energia, levando ao cansaço emocional e à fadiga crônica.
Especialistas apontam que o estilo de vida moderno criou uma cultura de alerta constante que impede o cérebro de atingir o estado de repouso necessário. Confira abaixo os comportamentos que parecem inofensivos, mas que sobrecarregam sua saúde mental:
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1. O ciclo infinito do celular
Checar o aparelho o tempo todo para responder mensagens, rolar o feed das redes sociais ou verificar notificações por "apenas um minuto" é um dos vilões mais silenciosos. O problema central é o excesso de estímulo: o cérebro não encontra pausas entre uma informação e outra, mantendo-se em estado de alerta. Isso dificulta a concentração e eleva os níveis de ansiedade.
2. A armadilha da multitarefa
Trabalhar ouvindo música, responder e-mails assistindo à TV ou tentar resolver várias pendências simultaneamente dá uma falsa sensação de produtividade. Na prática, a multitarefa exige um esforço cognitivo muito maior do que focar em uma única atividade por vez. Esse "troca-troca" de atenção gera uma exaustão profunda ao final da jornada.
3. Falta de limites entre trabalho e descanso
Com o avanço da tecnologia, o ambiente de trabalho invadiu o lar. Não estabelecer um horário para "desligar" e continuar pensando em demandas profissionais durante o período de lazer impede que a mente processe o descanso, mantendo os níveis de cortisol (hormônio do estresse) elevados.
4. Procrastinação ativa
Adiar tarefas importantes realizando pequenas atividades irrelevantes para "sentir que está fazendo algo" também gera cansaço. A sensação de culpa por não enfrentar o problema principal consome mais energia mental do que a execução da tarefa em si.
5. Consumo excessivo de notícias negativas
O hábito de consumir informações pesadas ou trágicas logo ao acordar ou antes de dormir condiciona o cérebro a interpretar o ambiente como perigoso. Essa hipervigilância drena a energia emocional e prejudica a qualidade do sono.
Como reverter o quadro?
Para combater a fadiga mental, psicólogos sugerem a prática da higiene mental: momentos de desconexão total, foco em uma tarefa por vez e períodos de silêncio. A recuperação da energia não vem apenas de dormir oito horas por noite, mas de permitir que a mente desacelere durante o período em que estamos acordados.
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