A Beija-Flor classificou Xodó da Nega e Bole-Bole para a semifinal do concurso de samba-enredo do Carnaval 2027. As duas escolas foram selecionadas durante a etapa realizada na noite deste sábado (15), na Aldeia Amazônica, em Belém.
Sete escolas de samba paraenses participaram da disputa, mas apenas duas garantiram vaga na próxima fase. Agora, Xodó da Nega e Bole-Bole seguem para Nilópolis, no Rio de Janeiro, onde vão defender os sambas no dia 3 de setembro.
As representantes do Pará disputarão a semifinal ao lado de outras três obras selecionadas no Rio de Janeiro. A decisão que definirá o samba-enredo oficial da Beija-Flor para o Carnaval 2027 está prevista para 10 de setembro.
Homenagem a Zeneida Lima
A disputa faz parte do processo de escolha do samba que vai embalar o desfile da Beija-Flor na Marquês de Sapucaí. No próximo Carnaval, a escola carioca homenageará a pajé marajoara, escritora e ambientalista paraense Zeneida Lima.
O enredo escolhido é “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, que levará para a avenida referências à trajetória e ao trabalho da paraense.
Durante a programação em Belém, Zeneida acompanhou as apresentações no camarote. A noite também contou com a presença do presidente da Beija-Flor, Almir Reis, além de integrantes da diretoria, artistas, pesquisadores e profissionais do Carnaval.
Como foi a disputa em Belém
As sete escolas da Liga das Escolas de Samba de Belém realizaram quatro passadas. A primeira apresentação ocorreu sem bateria, enquanto as três seguintes tiveram acompanhamento dos ritmistas.
A avaliação ficou sob responsabilidade de um júri da Beija-Flor, dirigido por Celso Marino e formado por integrantes da equipe de criação da escola, pelo carnavalesco e por representante da ala musical.
Foram considerados critérios como letra do samba, animação e participação da torcida.
O encerramento da programação ficou por conta de um show da própria Beija-Flor.
Relação com Zeneida
A homenagem de 2027 também retoma uma relação antiga entre a Beija-Flor e Zeneida Lima. Em 1998, a escola carioca apresentou um enredo inspirado na obra da pajé marajoara e conquistou o título daquele ano.
Quase 30 anos depois, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, Selminha Sorriso e Claudinho, voltou a acompanhar uma etapa relacionada à história de Zeneida.
A pajé também falou sobre a importância da continuidade de seu trabalho e afirmou que deseja incentivar novas gerações a manterem seus projetos relacionados à natureza e à cultura amazônica.
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